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Laranja Mecânica inspira álbum do Sepultura

Novo álbum da banda, A-Lex, chega às lojas do Brasil essa semana

Carlos Augusto Gomes |

Depois de visitar o universo da Divina Comédia , clássico da literatura medieval escrita pelo italiano Dante Alighieri, no álbum Dante XXI , de 2006, o Sepultura decidiu se inspirar em outro livro em seu mais recente disco, A-Lex . O escolhido foi Laranja Mecânica , do britânico Anthony Burgess - a mesma obra que deu origem ao filme homônimo de Stanley Kubrick, de 1971. O CD sai no Brasil essa semana.

É o primeiro trabalho da banda sem a presença do baterista Iggor Cavalera. Ele deixou o grupo logo após o lançamento de Dante XXI e foi substituído por Jean Dolabella, ex-Udora. "Tocar no Sepultura é como realizar um sonho de criança", conta Jean. Apesar de estar na banda há quase três anos, este é o primeiro álbum com sua participação. Todos os quatro integrantes participaram do processo de composição.

"Começamos a gravar em fevereiro do ano passado. O processo todo levou uns três meses", explica o baterista. Segundo ele, como a atual formação da banda já estava em turnê há quase dois anos, a gravação foi bastante tranquila. "Como um grupo de amigos que entra em estúdio para fazer som", compara. Antes disso, apenas uma lição de casa: ler o livro Laranja Mecânica , e também ver o filme de Stanley Kubrick.

E por que justamente Laranja Mecânica ? "O livro está em pauta desde a época do Dante XXI . Quando tivemos a ideia de fazer um disco baseado numa obra literária, houve uma briga entre ele e A Divina Comédia ", relembra o baixista Paulo Xisto. "Todos nós já conhecíamos e gostávamos bastante do filme. Depois do Dante XXI , decidimos ler o livro e vimos que ali havia material para um bom disco", completa.

O álbum tem até uma recriação da Nona Sinfonia de Beethoven, intitulada "Ludwig Van". É que Beethoven é o compositor favorito do personagem principal do livro, Alex (por causa dele, o disco se chama A-Lex ), e também está na trilha sonora do filme de Stanley Kubrick. "Foi a faixa mais difícil do disco", conta Jean Dolabella. "Nós 'picotamos' a música e ensaiamos bastante entre a gente, antes de gravar com a orquestra", explica.

A banda testou as novas músicas ao vivo pela primeira vez em Salvador, num show realizado no último dia 11 na Concha Acústica. No final do mês, o grupo parte para uma turnê de 25 shows pela Europa. Depois, o plano é tocar na América do Norte, Ásia e Oceania. Por enquanto, não há nada marcado no Brasil. "Gostaríamos muito de fazer mais shows no nosso país, mas é tudo muito confuso. Lá fora, marcamos shows com meses de antecedência. No Brasil ninguém faz isso", lamenta Paulo Xisto.

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