Banda liderada por Eugene Hutz colocou até vendedor de chope para dançar no Lollapalooza

Eugene Hutz, vocalista do Gogol Bordello
AE
Eugene Hutz, vocalista do Gogol Bordello
No papel, a receita do som do Gogol Bordello parece um desastre. Uma mistura de rock com ritmos "exóticos" (de música cigana a reggae), mais letras cheias de mensagens políticas e sociais e, para dar alguma unidade a tudo isso, uma animação que às vezes parece insanidade. Mas não é que, no palco, a coisa funciona?

Pelo menos no Lollapalooza Brasil foi assim. Mesmo tocando às 14h, debaixo de um sol impiedoso, o grupo reuniu um ótimo público.

E mais: fez a plateia dançar (com passos tão inclassificáveis quanto a música da banda) e pular como pouca gente conseguiu em todo o festival.

Lollapalooza em imagens: veja fotos do segundo dia do festival

Em "Not a Crime", por exemplo, era possível ver até um dos vendedores que carregava mochilas de choppe nas costas dançando.

Um pouco depois, o vocalista Eugene Hutz conseguiu fazer com que alguns fãs fizessem uma roda no meio do público e começassem a girar.

E, em "Immigraniada", fez jus a uma das definições de sua música: punk cigano. Não é sempre que se consegue ver o público se batendo ao som de uma banda que tem um violino e um acordeão. E, minutos depois, dançando como se estivesse numa boate, ao som do hit "Pala Tute".

Na última faixa, "Start Wearing Purple", Hutz ainda conseguiu botar a plateia toda de punhos para o ar, acompanhando o ritmo da música.

Uma das vocalistas do Thievery Corporation
Claudio Augusto
Uma das vocalistas do Thievery Corporation
Thievery Corporation

Logo que o Gogol Bordello terminou sua performance no palco Butantã, o Thievery Corporation começou sua apresentaçãono Cidade Jardim.

No papel, o som do grupo parece tão variado quanto o da atração anterior: um revezamento de vários vocalistas e influências de funk, reggae, dub, soul e até música brasileira.

O problema é que, não importa qual seja a referência (ou o vocalista), a música do Thievery Corporation parece sempre a mesma.

A banda está tão preocupada em fazer algo suave e de bom gosto que tira a força das canções. Funk, reggae ou o que for: tudo soa como música para relaxar. Num festival de rock, uma falha imperdoável.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.