Público enfrenta sol forte para pular ao som do punk cigano do Gogol Bordello

Banda liderada por Eugene Hutz colocou até vendedor de chope para dançar no Lollapalooza

Augusto Gomes, iG São Paulo |

AE
Eugene Hutz, vocalista do Gogol Bordello
No papel, a receita do som do Gogol Bordello parece um desastre. Uma mistura de rock com ritmos "exóticos" (de música cigana a reggae), mais letras cheias de mensagens políticas e sociais e, para dar alguma unidade a tudo isso, uma animação que às vezes parece insanidade. Mas não é que, no palco, a coisa funciona?

Pelo menos no Lollapalooza Brasil foi assim. Mesmo tocando às 14h, debaixo de um sol impiedoso, o grupo reuniu um ótimo público.

E mais: fez a plateia dançar (com passos tão inclassificáveis quanto a música da banda) e pular como pouca gente conseguiu em todo o festival.

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Em "Not a Crime", por exemplo, era possível ver até um dos vendedores que carregava mochilas de choppe nas costas dançando.

Um pouco depois, o vocalista Eugene Hutz conseguiu fazer com que alguns fãs fizessem uma roda no meio do público e começassem a girar.

E, em "Immigraniada", fez jus a uma das definições de sua música: punk cigano. Não é sempre que se consegue ver o público se batendo ao som de uma banda que tem um violino e um acordeão. E, minutos depois, dançando como se estivesse numa boate, ao som do hit "Pala Tute".

Na última faixa, "Start Wearing Purple", Hutz ainda conseguiu botar a plateia toda de punhos para o ar, acompanhando o ritmo da música.

Claudio Augusto
Uma das vocalistas do Thievery Corporation
Thievery Corporation

Logo que o Gogol Bordello terminou sua performance no palco Butantã, o Thievery Corporation começou sua apresentaçãono Cidade Jardim.

No papel, o som do grupo parece tão variado quanto o da atração anterior: um revezamento de vários vocalistas e influências de funk, reggae, dub, soul e até música brasileira.

O problema é que, não importa qual seja a referência (ou o vocalista), a música do Thievery Corporation parece sempre a mesma.

A banda está tão preocupada em fazer algo suave e de bom gosto que tira a força das canções. Funk, reggae ou o que for: tudo soa como música para relaxar. Num festival de rock, uma falha imperdoável.

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