Promotor de turnê depõe em julgamento do caso Michael Jackson

Paul Gongaware, responsável por "This is It", continuará seu testemunho nesta quarta-feira

EFE |

O promotor de "This Is It", a turnê com a qual Michael Jackson voltaria aos palcos em 2009, será a primeira testemunha a depor nesta quarta-feira (28), em Los Angeles, na segunda sessão do julgamento pela morte do Rei do Pop.

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O médico Conrad Murray durante o primeiro dia de julgamento em Los Angeles
Paul Gongaware começou seu testemunho no fim da tarde desta terça-feira antes de o juiz Michael Pastor decidir finalizar a sessão, que será retomada às 8h45 locais desta quarta (12h45 de Brasília) na Corte Superior do condado de Los Angeles.

O médico Conrad Murray, de 58 anos, é o único acusado pelo falecimento do cantor devido a uma intoxicação aguda de remédios em 25 de junho de 2009, e enfrenta a acusação de homicídio culposo que pode levá-lo à punição de quatro anos de prisão.

Durante a sessão inicial desta terça-feira, a Promotoria descreveu o médico como um profissional avarento e negligente cujos "atos e omissões" acabaram com a vida do cantor, enquanto a defesa argumentou que foi Jackson quem administrou em si mesmo os remédios que causaram sua morte.

O advogado de Murray, Ed Chernoff, disse que o dermatologista do cantor, Arnold Klein, foi o responsável por viciá-lo no medicamento demerol, um potente analgésico cujos efeitos secundários tornaram Jackson um insone que necessitava de propofol para dormir.

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Chernoff indicou que Murray estava tentando retirar essa medicação do artista quando este faleceu, apesar de o médico ter reconhecido que administrou uma pequena dose de propofol em Jackson no dia em que o criador de "Thriller" morreu.

Em suas primeiras declarações, Gongaware, testemunha da acusação, assinalou que foi Jackson quem pediu explicitamente que Murray fosse seu médico durante a turnê de "This Is It" em Londres e que, inicialmente, o doutor pediu US$ 5 milhões anuais por seus serviços. Por fim, Murray aceitou o trabalho por US$ 150 mil ao mês, quantia ofertada diretamente por Jackson, segundo Gongaware.

A primeira testemunha do julgamento foi o co-diretor de "This Is It", Kenny Ortega, que declarou que dias antes da morte de Jackson foi levantada a hipótese de cancelar a turnê devido ao péssimo estado do artista em alguns ensaios. "Ele deveria ser avaliado psicologicamente", disse Ortega em um e-mail datado de 20 de junho de 2009.

Ortega comentou que foi recriminado por Murray por suas dúvidas sobre a saúde de Jackson, que nos dias 23 e 24 de junho se mostrou recuperado nos ensaios. Questionado pela defesa, Ortega reconheceu que chegou a pensar em algum momento que o cantor era viciado em alguma droga.

A família de Jackson, liderada por seus pais, Katherine e Joe, assistiu ao início do julgamento, que pode durar cerca de cinco semanas.

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