Primal Scream volta ao Brasil para tocar o clássico "Screamadelica" na íntegra

Revolucionária mistura de rock e eletrônica de 1991 será relembrada em três shows no país

Augusto Gomes, iG São Paulo |

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Bobby Gillespie, vocalista do Primal Scream
Até 1991, o Primal Scream era uma banda obscura que tinha produzido dois discos que ninguém tinha prestado muita atenção. Após o lançamento de seu terceiro trabalho, "Screamadelica", a situação mudou completamente.

Foi o primeiro sucesso comercial do grupo, chegando ao oitavo lugar da parada britânica. Entre os críticos, a reação foi ainda mais entusiasmada: o álbum ganhou o Mercury Prize, o mais prestigiado prêmio da crítica britânica. Até hoje, o disco é considerado uma das etapas essenciais da mistura de rock com eletrônica.

Para comemorar os 20 anos do álbum, o Primal Scream está fazendo uma turnê mundial em que toca o disco na íntegra. Ou melhor, quase na íntegra: das 11 faixas de "Screamadelica", oito costumam entrar nos shows. A série de apresentações passa pelo Brasil a partir desta sexta-feira (23), com uma performance no Circo Voador, no Rio de Janeiro. Depois, o grupo segue para São Paulo e toca no HSBC Brasil no sábado (24). O último show acontece em Porto Alegre, no Opinião, na segunda-feira (26).

Veja letras e ouça músicas do Primal Scream

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Primal Scream
A reportagem do iG assistiu a uma das primeiras apresentações dessa turnê no início de julho, em Portugal. Tocar o seu maior clássico aparentemente teve um efeito revigorante sobre a banda, que fez um show extremamente energético (e bem diferente da burocrática performance de sua última passagem pelo Brasil, em 2009).

O show já começa com carga total, com "Movin' On Up". Depois desse início que mostra a faceta mais Rolling Stones da banda, a psicodelia dançante corre solta com "Don't Fight It, Feel It" e "Loaded".

A primeira parte do show termina com "Come Together", maior sucesso de "Screamadelica" e momento em que o vocalista Bobby Gillespie aproveita para fazer o público cantar junto os versos "come together as one".

A banda ainda volta para o bis, hora em que músicas de seus outros discos são tocadas. Quais (e quantas) serão, depende da animação do grupo e do público. Em Portugal, foram três: "Country Girl", do álbum "Riot City Blues" (2006), e "Jailbird" e "Rocks", de "Give Out But Don't Give Up" (1994).

Tendência

Apresentar discos na íntegra é uma tendência cada vez mais comum no rock. Roger Waters, por exemplo, já passou pelo Brasil tocando "The Dark Side of the Moon" e, no ano que vem, também vai tocar "The Wall" de cabo a rabo. No ano passado, Lou Reed trouxe o experimental "Metal Machine Music" ao Sesc Pinheiros, em São Paulo, e o Pixies tocou o seu fundamental "Doolittle" quase inteiro no festival SWU.

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A moda também pegou entre os artistas nacionais. A Virada Cultural, festival que acontece uma vez por ano em São Paulo, desde 2007 convida artistas a fazerem shows focando discos específicos. O mesmo acontece no Sesc Belenzinho, também na capital paulista. A série "álbum" já teve, por exemplo, Alceu Valença tocando "Vivo!" e Paralamas do Sucesso com "Selvagem?". O próximo da lista é João Donato, com "A Bad Donato", no final de outubro.

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