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Portishead BR Third

Emannoel Zaninetti |

Por Emannoel Zaninetti

Onze anos se passaram desde o último lançamento de estúdio do Portishead. O tão aguardado terceiro álbum, Third , lançado agora, vem pra mostrar que nada como um bom tempo para colocar as idéias em ordem. É simplesmente o melhor disco da banda.

O espetáculo começa pela capa fantasmagórica, que traduz perfeitamente o conteúdo iniciado com Silence, que tem clima que lembra o Can e um discurso de abertura em português o que você dá retornará pra você... você só ganha o que você merece.

Nisso já percebe-se que eles não vieram à toa. As músicas são bem diferentes dos álbuns anteriores (não há somente aquela atmosfera trip-hop, apesar de ela estar lá) e revelam outras influências e apontam novos horizontes pra banda. Claro que os climas sinistros e as letras de gelar o coração permanecem, mas nada é mais do mesmo. 

We Carry On tem clima totalmente Silver Apples e guitarras pós-punk. Deep Water parece uma musiquinha triste do Velvet Undergound com backing vocals doo wop. The Rip tem melodia folk de violão e uma onda de sintetizadores que dão a luminescência necessária da metade para o final.

O primeiro single, Machine Gun, soa realmente com uma máquina, já que é basicamente eletrônica e meio krautrock. As únicas faixas que soam mais como o Portishead de antigamente são as belíssimas Hunter e Threads.

Foi difícil esperar onze anos por um álbum novo do trio, mas valeu - e muito - a pena.

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