Plácido Domingo faz 70 anos e ganha concerto em Madri

Em noite de festa, tenor recebeu um sexy "Happy Birthday" interpretado pela mezzo-soprano espanhola Teresa Berganza

EFE |

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Plácido Domingo: 70 anos comemorados em concerto com mais de duas horas e meia
Às 19h desta sexta-feira (pelo horário de Brasília), o tenor Plácido Domingo completou 70 anos e recebeu de presente um concerto no Teatro Real de Madri, com direito a letra especial do compositor chinês Tan Dun e um sexy "Happy Birthday" interpretado pela mezzo-soprano espanhola Teresa Berganza.

Os primeiros aplausos já podiam ser ouvidos no Teatro Real, com ingressos esgotados e uma tela gigante instalada no exterior, antes mesmo do início do concerto, quando Plácido apareceu junto à rainha Sofia da Espanha no camarote real, ocupado também pela infanta Pilar e pela esposa do tenor, Marta Ornelas.

Paul Groves, Bryn Terfel, Dolora Zajick, René Pape, Ainhoa Arteta e Erwin Schrott receberam as ovações da noite com suas interpretações, mas foram Tan Dun e Teresa Berganza que impressionaram a plateia, num concerto em que o público prestava quase tanta atenção no palco como no lugar onde estava sentado o tenor espanhol.

O programa oficial contou com árias de Verdi, Leoncavallo, Puccini, Giordano, Wagner, Richard Strauss e Bizet durante mais de duas horas e meia, com o público de pé e olhando para o camarote e sem parar de gritar "bravos". Após o concerto, surgiu no palco a autêntica surpresa da noite: Berganza, de vestido preto e casaco de seda rosa. "Querido Plácido, te amo porque você é lindo, canta bem e porque é uma grande pessoa", disse a mezzo-soprano, emocionada.

Ao enumerar as virtudes de Plácido Domingo, ela destacou o perfeccionismo, os valores e o profissionalismo do tenor, "o melhor amigo, pai e companheiro". "É difícil fazer tudo e fazê-lo tão bem. (Plácido) tocou a alma de todos nós", exclamou a artista, que pediu ao primeiro violino um "Mi" para cantar, tal qual Marilyn Monroe, um sedutor "Happy Birthday" ao aniversariante, em meio a risos e aplausos do público. Ao terminar, pediu a Plácido que se aproximasse ao palco, rodeado de emocionantes imagens dele cantando com a mãe, Pepita Embil.

Logo após o vídeo, o artista apareceu no palco em lágrimas, assim como muitos de seus parentes e amigos. Agradeceu a todos os participantes da cerimônia pela amizade e a Tan Dun pela "maravilhosa" composição. Em seguida, abraçou todos os cantores. O tenor não queria saber nada antecipado sobre o conteúdo da cerimônia, mas suas 'suspeitas' manifestadas mais cedo à imprensa acabaram sendo ratificadas, como a presença dos espanhóis Juan Pons, José Bros, Ana María Martínez e Ainhoa Arteta.

Tal como tinha anunciado o mestre de cerimônias, o jornalista Iñaki Gabilondo, foi "um encontro com a família da música", com direito a um repertório "largo e variado", como as canções do próprio aniversariante.

O programa era de luxo para os amantes da ópera: do alemão Pape, considerado um dos melhores baixos da história, às excelentes vozes de Inva Mula, Deborah Polaski, Erwin Schrott, Dolora Zajick e Angela Denoke. E, além desse forte elenco, estavam entre o público Jaume Aragall, Angela Gheorghiu, Elena Obraztsova e Tan Dun, que fez as honras da noite ao compor para ele "PLA-CI-DO", definida por Gabilondo como "uma fanfarra" do "poeta das novas tecnologias".

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