Paulinho da Viola faz show repleto de clássicos na Virada

Sambista cantou acompanhado da Orquestra à Base de Corda de Curitiba

Augusto Gomes, iG São Paulo |

AE
Paulinho da Viola
Na semana passada, Paulinho da Viola havia feito quatro shows em São Paulo, em que revisitou canções menos conhecidas de sua autoria - na descrição do próprio músico, uma espécie de lado B de sua carreira.

A performance do sambista na Virada Cultural, exatamente uma semana depois, foi o oposto disso: um impressionante lado A de um dos maiores compositores da música brasileira.

A primeira música cantada por Paulinho, por exemplo, foi "Coração Leviano". A última, "Foi um Rio que Passou em Minha Vida". Entre uma e outra, apareceram "Sinal Fechado", "A Dança da Solidão", "Sei Lá Mangueira", "Pecado Capital" e "Nervos de Aço" (composta por Lupicínio Rodrigues, mas que Paulinho gravou com tanta autoridade em 1973 que é como se fosse sua).

Não seria exagero dizer que o repertório foi composto apenas de obras-primas. Mas o ponto alto indiscutível foi mesmo "Foi um Rio que Passou em Minha Vida", cantada pelo público do início ao fim - ao final, Paulinho até deixou que a plateia cantasse sozinha.

Os refrões de "Pecado Capital" e "A Dança da Solidão" também foram acompanhados com vontade. Mas mesmo momentos intimistas como "Sinal Fechado" ou a instrumental "Um Choro para o Waldir" arrancaram aplausos calorosos.

O cantor teve um acompanhamento luxuoso: a Orquestra à Base de Corda, de Curitiba. Violino, violas e violões deram toda elegância e sutileza que as canções de Paulinho merecem.

Pena que boa parte do público que lotou a Praça da República não pode ouvir nada disso direito. Quem estava longe das caixas de som não escutava quase nada do que vinha do palco. Tanto que os gritos de "mais alto" e "aumenta" foram constantes.

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