Paul McCartney reedita "McCartney" e "McCartney II"

Álbuns de 1970 e 1980, fundamentais na carreira do músico, são relançados com som remasterizado e material inédito

EFE |

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Paul McCartney pouco antes do fim dos Beatles
Paul McCartney lançou em 1970, sozinho, um disco que certificou a morte dos Beatles e dez anos mais tarde pôs fim à aventura de seu grupo Wings com outro álbum como solista. Nesta terça-feira (14), esses dois trabalhos de ruptura voltam às lojas, em versões remasterizadas e com material extra.

O álbum "McCartney", lançado originalmente em abril de 1970, foi enviado à imprensa acompanhado de uma entrevista na qual Paul confirmava um boato recorrente: os Beatles não voltariam a tocar juntos. Após a gravação de "Abbey Road", em 1969, quando a dissolução do grupo era inevitável, McCartney se refugiou em uma fazenda da Escócia com a esposa Linda e começou a gravar as músicas de seu primeiro trabalho solo.

O resultado foi um álbum minimalista, completamente distinto da grandiosidade do trabalho final dos Beatles, no qual McCartney tocava todos os instrumentos e Linda auxiliava nos vocais – além de transformar a artística foto da capa em um ícone pop.

Paul retornou aos estúdios de Abbey Road para completar algumas músicas do disco, como a monumental "Maybe I'm Amazed", considerada uma das melhores canções de sua carreira solo. Mas a maioria das músicas de "McCartney" é acústica ("Every Night" e "Junk"), algumas delas instrumentais, com as quais Paul tentava escapar da enorme sombra dos Beatles e se mostrar um músico completo.

Apesar da ousada proposta, o álbum alcançou o primeiro lugar das paradas norte-americanas – no Reino Unido foi "apenas" o número dois – e passados mais de 40 anos permanece como um dos trabalhos mais brilhantes do músico britânico.

"McCartney" retorna agora ao mercado com som remasterizado, o que devolve o frescor a canções básicas, limpas e sem a pretensão de concorrer com os clássicos que Paul assinou com John Lennon. A nova edição inclui um CD com takes alternativos e versões ao vivo, além de um DVD que narra a história da gravação do disco.

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Capas de "McCartney" (70) e "McCartney II" (80)
Sintetizadores nos anos 1980

Com o tempo, McCartney voltaria a compor canções mais "comerciais" e emendaria uma longa série de sucessos com o grupo Wings, formado ao lado de Linda e do guitarrista Denny Laine, durante os anos 1970. Amparado pela banda, Paul recuperou o prazer de tocar ao vivo – algo que não fazia desde 1966, quando os Beatles abandonaram os palcos –, mas em 1980 se cansou da aventura e voltou a se fechar em casa para, de novo, trabalhar sozinho.

"McCartney II" voltava a ter o caráter experimental de seu antecessor, mas seu som era completamente diferente. Paul abusou dos sintetizadores que começavam a fazer a cabeça dos músicos naquela época.

Não se esqueceu de incluir um sucesso, o single "Coming Up", que abria um álbum com o qual voltou a ser número um no Reino Unido – desta vez ficou na terceira posição nos Estados Unidos. A remasterização não conseguiu apagar os efeitos enfadonhos dos sintetizadores em "McCartney II", mas o disco oferece joias como "On the Way".

O material extra que acompanha a reedição recupera raridades e lados B ("Check My Machine", "Secret Friend") e a natalina "Wonderful Christmastime".

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