Paul McCartney recusa show por lei contra barulho

Ex-beatle não quis tocar em Milão por causa da lei de limite acústico vigente na cidade

EFE |


O limite acústico de 78 decibéis para os shows de rock imposto por lei em Milão vetou um show de Paul McCartney previsto para o mês de junho no estádio de futebol San Siro, na capital lombarda.

O ex-Beatle Paul McCartney recusou tocar em Milão após uma oferta da agência de shows italiana D'Alessandro & Galli em 20 de dezembro, quando o músico britânico encerrava em Dublin sua turnê europeia "Good Evening Europe".

A negativa de McCartney ao que seria seu primeiro show no templo do futebol milanês surpreendeu a prefeita da cidade, Letizia Moratti, que admitiu estar "muito descontente pela decisão de Paul", informa o jornal "La Repubblica".

Moratti lamentou que o limite acústico surja de protestos de moradores, os quais "prejudicam tanto a cidade quanto as oportunidades para a música, para os jovens e para o turismo cultural".

Segundo o promotor de eventos Mimmo D'Alessandro, que negociou diretamente com McCartney o possível show em Milão, assegurou que o ex-Beatle recebeu ofertas para se apresentar em Roma, Florença e Turim, o que qualificou de uma "campanha para humilhar Milão".

"Um artista pode aceitar uma limitação horária, mas não acústica", sentenciou D'Alessandro. "Os jogos de futebol superam os 90 decibéis, e a música é vida, não barulho", conclui.

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