Paul McCartney está nervoso por tocar para Obama

Músico se declarou um "grande fã" do presidente norte-americano

EFE |

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Paul McCartney: "um pouco nervoso" por Obama
O músico britânico Paul McCartney disse nesta terça-feira que está nervoso por tocar perante o presidente americano, Barack Obama, de quem se declarou um "grande fã" e de quem receberá nesta quarta o maior prêmio para músicos populares nos Estados Unidos.

O ex-Beatle, que recebeu das mãos da rainha Elizabeth II o título de cavalheiro do Império, realizará um sonho impensável para o menino de Liverpool, que cresceu escutando os irmãos Gershwin, os compositores americanos que dão nome ao prêmio que vai receber.

"Para um menino britânico que cresceu em Liverpool, a Casa Branca é algo bastante especial", disse em entrevista coletiva que concedeu na Biblioteca do Congresso dos EUA para falar sobre a cerimônia, da qual participará junto a outros artistas, como Stevie Wonder e Elvis Costello.

Para o músico inglês, que completará 68 anos em julho, a "sorte" e o talento lhe trouxeram prêmios importantes, segundo assinalou, mas desta vez ele está "um pouco nervoso" por ter de atuar "a poucos metros" de Obama.

"Sou um grande fã de Obama. É um grande homem, portanto o deixem em paz. Está fazendo um grande trabalho", brincou, dirigindo-se aos jornalistas da sala, a quem contou alguns segredos.

Por exemplo, disse que os versos da canção "Here today", um tributo a John Lennon, que dizem "Lembra da noite em que choramos, pois não havia nenhuma razão para deixar tudo aquilo dentro?", se referem a uma tarde de bebedeira do grupo em Key West, uma ilha da Flórida, quando a viagem do grupo foi adiada devido a furacões no sul dos EUA.

"Não havia nada para fazer ali. Era como um filme de Humphrey Bogart. Nos sentamos, bebemos e aquela se tornou uma dessas noites nas quais você faz confissões a teus amigos. Mas nunca choramos", disse.

Reconhecido ecologista, Paul preferiu não dar sua opinião sobre o desastre do vazamento da British Petroleum (BP) no Golfo do México, ao manifestar: "essa é uma pergunta grande demais para mim". Sobre a composição das canções nas cabeças dos músicos, disse: "É um mistério. É magia. Começa com um buraco negro, e se você tiver sorte, algumas horas depois haverá uma canção. Esse mistério, essa magia é ainda a mesma para mim", disse.

Paul acredita que o papel do cantor de hoje é o mesmo que o do passado, e a cena musical segue tão viva como no passado, mas há mais soberba. "Há muitos bons compositores por aí. A cena se mantém tão boa quanto antes. Bom, talvez não sejam tão bons quanto os Beatles", assinalou.

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