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Panic at the Disco BR Pretty.Odd.

Emannoel Zaninetti |

Por Emannoel Zaninetti

Em seu segundo lançamento, Brendon Urie e seus comparsas do Panic at the Disco optaram por fugir do óbvio e ambicionaram um disco que soasse totalmente diferente do seu lançamento anterior, numa tentativa de provarem que não são apenas mais uma banda de punk-pop (bem como fez o My Chemical Romance em seu The Black Parade ).

Aliás, de punk-pop Pretty.Odd. não tem nada (o que pode assustar os fãs), já que é totalmente baseado na música pop psicodélica sessentista. Há de se reconhecer que foi um grande esforço dos rapazes. E um belo esforço.

Está tudo lá: o conceito de álbum-espetáculo de Sgt Peppers ; as harmonias vocais do Pet Sounds ; uma psicodelia leve e inocente como nos primeiros dos Bee-Gees; muito folk; um pouco de country como nos Byrds e, sobretudo uma sonoridade totalmente baroque-pop, cheia de sopros, e orquestrações clássicas, que engrossam a dramaticidade das emoções dos meninos e apertarão os fãs pelo coração.

Apesar de ser um belo esforço, o álbum não é exatamente bom, já que não se iguala aos que tem como referência e parece, na verdade, mais como uma simulação adolescente de algo genial. O tempo todo há uma impressão de já ouvi isso antes, soando como uma réplica fraca, apesar de ousado.

Somados a tudo isso estão os elementos básicos do pop: singles de sucesso, músicas pra cantar junto, conquistar a molecada e dominar o mundo. Nine in the afternoon e Shes a handsome woman são hits absolutos, que vão conquistar as rádios e a televisão e chegar aos seus ouvidos, quer você queira ou não.

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