Osesp vai abrir Festival de Inverno de Campos do Jordão

Este ano, evento tem verba, duração e número de concertos menor que no ano passado

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Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo
Com ênfase na atividade pedagógica e uma programação mais enxuta, será aberta no dia 2 de julho a edição deste ano do Festival de Inverno de Campos do Jordão, com um concerto da Osesp comandado pelo violinista Pinchas Zukerman. A programação foi anunciada na manhã de terça-feira na Estação Julio Prestes. O tema será Contrastes, centrado em diferentes estilos de uma mesma época e distintas fases de um mesmo compositor.

O orçamento total do evento é de R$ 5,5 milhões, R$ 1 milhão a menos do que no ano passado. O secretário Andrea Matarazzo lembra que, no total, o investimento da secretaria em música é de R$ 170 milhões, e que o festival se insere em um plano mais amplo, que inclui iniciativas como as escolas de música e as orquestras do Estado, além do Projeto Guri. Os números, porém, sinalizam uma pausa no ritmo de crescimento das últimas edições: serão 55 concertos, ante 83 em 2010, realizados ao longo de 20 dias (no ano passado, foram 29); o número de bolsistas também sofreu redução, de 170 para 164.

Além das apresentações em Campos do Jordão, a edição deste ano terá itinerância por outras cidades do interior, com uma pequena turnê da Orquestra Acadêmica, formada por alunos do evento. Com relação ao ano passado, uma outra alteração: a Osesp, que ocupou em 2010 o posto de orquestra residente, realizando diversos concertos ao longo do festival, volta a fazer apenas o concerto de abertura. Segundo a direção do evento, a ideia de tê-la como grupo residente não foi descartada, mas será preciso repensar o formato, com especial atenção à participação dos músicos da sinfônica na parte pedagógica do festival.

"Um dos aspectos mais importantes é a maneira como vai ser realizado o trabalho da orquestra de bolsistas", explica o diretor artístico-pedagógico Paulo Zuben. "Este ano teremos o maestro Claudio Cruz trabalhando desde o início com os alunos", diz. "Isso é importante para dar a vivência de grupo, assim como a itinerância dará mais oportunidades para tocarmos, o que com certeza vai ajudar a desenvolver o trabalho", observa Cruz. "Também é importante ressaltar a oportunidade que os bolsistas terão de atuar em recitais de música de câmara, repertório muito importante para a formação deles, mas para o qual há normalmente pouco espaço", afirma Zuben.

A programação de concertos, como de costume, reúne grandes artistas e conjuntos brasileiros e grupos e solistas internacionais, em programas que contemplam diversos estilos e períodos. Entre os destaques, o Quarteto Arditti, a Sinfônica Petrobras, o violoncelista Antonio Meneses, a Filarmônica de Minas Gerais ou a pianista Cristina Ortiz. "Além de tocar, cada artista dará também aulas ou masterclasses, o que confere caráter especial a Campos", diz Zuben.

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