Os 40 anos da morte de Jimi Hendrix

Guitarrista é lembrado com exposições e relançamentos de sua breve carreira

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Jimi Hendrix toca no Festival de Woodstoock, em 1969
Sua carreira nos palcos com a banda The Experience durou apenas quatro anos, mas ele deixou a lembrança de um artista genial: Jimi Hendrix, considerado o maior guitarrista de todos os tempos, recebe várias homenagens nos 40 anos de sua morte, completados ontem.

No dia 18 de setembro de 1970, aos 27 anos, o guitar hero morreu afogado no próprio vômito em um quarto de hotel, depois de ingerir um coquetel mortal de soníferos e vinho tinto. Nascido em Seattle, ele deixou os Estados Unidos quatro anos antes de sua morte para viver na Grã-Bretanha, dando o grande salto de sua carreira efêmera, que marcou fortemente a história da música, com o grupo The Jimi Hendrix Experience, que emplacou sucessos antológicos como "Hey Joe", "Purple Haze" ou "All Along the Watchtower".

Quatro décadas depois, vários eventos são organizados em sua homenagem: uma exposição de fotografias em Paris, um livro composto de imagens registrados por Gered Mankowitz, seu apartamento de Londres tem as portas abertas por dez dias, e um box com mais de quatro horas de música, entre outros.

"Jimi Hendrix ainda é tão popular porque ele é a representação da fórmula 'sexo, drogas e rock n'roll'. Mas não estou certo se hoje ele teria esse status se ainda estivesse vivo. Como dizem, 'um bom herói é um herói morto'", explicou à AFP Yazid Manou, especialista em Hendrix, que organizou um show em Paris em 1990 em ocasião do 25º aniversário de sua morte.

Este ano, ele é o responsável por uma exposição organizada na loja Renoma, em Paris, na qual cerca de 70 fotografias e roupas da estrela serão exibidas até o dia 16 de dezembro. As fotografias estão à venda por preços que podem chegar a vários milhares de euros.

Já o fotógrafo Gered Mankowitz publicou uma coletânea de fotos que tirou durante duas sessões realizadas em seu estúdio em 1967. Batizada de "The Experience - Jimi Hendrix em Mason's Yard", a obra reúne cerca de 120 imagens.

"Lembro-me de um homem muito acessível, com quem era prazeroso trabalhar. Era o contrário do artista explosivo no palco, mas tinha um carisma indiscutível", contou à AFP Mankowitz, conhecido por suas fotografias de estrelas do rock, como os Rolling Stones.

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Acerto exposto no apartamento do guitarrista
Na época, Gered Mankowitz tirou todas as fotos em preto e branco e Jimi Hendrix aparece nelas sem sua guitarra. Mesmo que tenha conseguido dar cor a algumas, ele nada pode fazer para unir a lenda do rock ao seu indissociável instrumento. "Com certeza, lamento um pouco por não ter uma imagem dele com sua guitarra. Mas, naquela época, tirar uma foto de um artista com seu instrumento em estúdio era a coisa menos 'cool' do mundo. Então, eu me consolo dizendo para mim mesmo que era um cara 'cool' em 1967", brincou o fotógrafo.

Em Londres, o apartamento onde viveu a lenda será mantido aberto ao público até 26 de setembro. O museu Händel, proprietário do local, pretende transformá-lo depois em um museu permanente sobre Hendrix. Também na capital britânica, o Hotel Cumberland inaugura na segunda-feira uma suíte em homenagem ao roqueiro, com as paredes pintadas com imagens psicodélicas. A diária custará 399 libras.

Os fãs também terão o box musical West Coast Seattle Boy - The Jimi Hendrix Anthology (Sony Legacy) com quatro horas de música e canções inéditas. O lançamento será no dia 15 de novembro.

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