Orquestra Sinfônica anuncia programação para 2009

Orquestra Sinfônica Brasileira irá ocupar a Sala Cecília Meireles

Agência Estado |

Apesar de o Teatro Municipal do Rio estar fechado para obras até julho e a Cidade da Música, por tempo ainda indeterminado, a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) não para. Ontem, seu regente titular e diretor artístico Roberto Minczuk divulgou a programação para 2009, que teve de ser adaptada à falta de grandes espaços na cidade para os músicos tocarem no primeiro semestre.

Durante esse período, as apresentações serão na Sala Cecília Meireles, que tem 835 lugares - o Municipal, principal palco da OSB, tem quase três vezes mais. Por conta disso, os concertos serão sempre duplos, já que o público por apresentação será bem menor. A escolha do repertório foi influenciada pela questão do espaço, disse Minczuk.

As efemérides de 2009 também repercutiram na temporada: os 200 anos do nascimento de Mendelssohn serão lembrados já nos concertos de abertura, nos dias 13 e 14 de março, com a Abertura Trompete em Dó maior, Op. 101. O Ano da França no Brasil será celebrado na mesma ocasião com a Sinfonia nº 3 em dó Menor, Op. 78, Órgão, de Saint Saëns (ao longo do ano, serão tocados ainda Ravel, Debussy, Chabrier, Roussel e Milhaud).

Estrelas internacionais acertaram participações - a crise mundial não chegou a afetar a OSB nesse sentido, afirmou Luiz Fernando Benedini, diretor executivo da fundação que administra a orquestra. Usamos a crise como fator de negociação. Chamamos artistas que tocam com as orquestras mais ricas do mundo, mas eles vêm por valores inferiores aos que cobram para tocar na Europa, complementou Minczuk.

Entre eles, estão a pianista portuguesa Maria João Pires, o violinista norte-americano Joshua Bell e os pianistas Ivo Pogorelich, Lilya Zilberstein e Alexander Toradze, além dos regentes Andrew Grams, Stefan Lano e James Judd. Pela primeira vez na América Latina, a japonesinha prodígio Aimi Kobayashi, pianista de 13 anos, interpretará Beethoven. Villa-Lobos, cuja morte faz 50 anos em novembro, e Haydn, morto há dois séculos, serão homenageados. Serão 32 concertos no total (no Rio e em São Paulo), sendo que Minczuk regerá 20 deles. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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