O Rappa toca para multidão no Lollapalooza Brasil

Falcão fez protesto contra racismo; em palco menor, americanos do Band of Horses mostram country rock vigoroso

Marco Tomazzoni, iG São Paulo |

Entrando na tarde deste sábado (07) no palco principal do Lollapalooza Brasil, O Rappa foi recebido com pinta de headliner. Foi o maior público até então no festival - só deve ser superado pelo show do Foo Fighers, no final da noite.

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Desde o início, com "Reza Vela", a banda liderada por Falcão não teve maior dificuldade de levantar a plateia. Depois, então, de soltar um trecho de "Killing in the Name", sucesso do Rage Against the Machine que o vocalista introduziu como "som das antiga", não houve mais sossego.

Claudio Augusto/iG
Falcão, vocalista do grupo O Rappa no Lollapalooza, neste sábado
O grupo intercalou sucessos – "Mar de Gente", "Minha Alma", "Hey Joe", "Súplica Cearence" (dedicada a Luiz Gonzaga) – com palavras de ordem. "Cor da pele? F****. O que importa é o coração", disse Falcão no microfone. O público não só repetiu a frase como puxou um coro de "Rappa, Rappa". Não tinha como dar errado.

Claudio Augusto/iG
O líder do Band of Horses, Ben Bridwell
Ainda com sol forte, o show também contou com a participação das "Raparigas", seis mulheres tocando violino e violoncelo junto com o resto da banda, embora não se pudesse ouvir muito bem (prejudicado, o som só parecia dar espaço para as batidades agudas do baterista Marcelo Lobato). O final, com "Me Deixa", provocou comoção.

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Bem diferente dos norte-americanos do Band of Horses. Com a luz começando a rarear e apesar de não ser íntimo dos brasileiros, o grupo fez uma das melhores apresentações do dia no festival.

Galeria de estilo: Primeiro dia de Lollapalooza

Com barbas compridas, tatuados e jeitão caipira, o quinteto faz um rock comprometido com o country e o folk, mais ou menos como o Kings of Leon, mas sem a aura pop e com muito mais sentimento. Ou seja, nem tão fácil assim de ser assimilado.

Mas nem sempre. Se músicas como "NW Apt.", "Is There a Ghost" e "Laredo" começam contidas, aos poucos vão crescendo até explodirem no refrão. Quando menos se espera, o pé batendo discreto dá lugar a pulos entusiasmados.

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É um som vigoroso, endividado com Neil Young e Grandaddy, e diversificado, que pode dar margem tanto a piano e meia-lua quando a três guitarras altas e violão. Se o sucesso de "Infinite Arms", terceiro álbum do grupo, o primeiro por uma major, já dava pistas, não há dúvidas de que o Band of Horses ainda tem muito o que mostrar.

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