O empresário que recusou os Beatles e outras burradas do mundo da música

Redação iG Música |

Errar é humano. Por outro lado, rir dos erros alheios é mais humano ainda. E com a mesma naturalidade que são cometidos no esporte e na política, os equívocos musicais costumam render muitas gargalhadas para alguns, e anos de arrependimento para outros.

Tendo em mente o pitoresco boato do empresário que recusou um contrato com os Beatles, fato que realmente aconteceu, a redação do iG Música peneirou algumas burradas históricas para o seu divertimento.

O não mais famoso da música

Como já foi citado acima, vamos começar com aquela que talvez seja a maior burrada da história da indústria fonográfica.

Tudo aconteceu em 1962, durante uma reunião entre Dick Rowe , um executivo da Decca Records A&R, e Brian Epstein, então empresário dos Beatles. Nesse encontro um empolgado Epstein teve de engolir a recusa da gravadora seguida da famosa frase "Guitar groups are on their way out", ou numa tradução com licença poética, "bandas com guitarras estão saindo de cena".

Pouco tempo depois o grupo dos quatro rapazes de Liverpool assinava um contrato com a EMI, e o resto é história. Vale lembrar que só entre 1962 e 1968 os Beatles fizeram aproximados £7.8 milhões, um preço nada barato para uma inacreditável falta de timing .

Uma pedra rolando solitária...

Assim como os Beatles, os Rolling Stones também vivenciaram uma burrada para se recordar, mas dessa vez ela veio de dentro da própria banda. O protagonista foi ninguém menos do que Bill Wyman , ex-baixista e um dos membros fundadores do grupo.

Após as gravações do álbum Steel Wheels , de 1989, Wyman decidiu abandonar os Stones e se aposentar. Se tivesse comprado uma propriedade no campo e fugido de vez do estrelato, ele provavelmente não estaria na nossa lista, mas o que aconteceu foi bem diferente.

Após algum tempo parado o baixista voltou a trabalhar com música, e chegou a admitir que tocaria novamente com a banda "se eles pedissem", fato que nunca aconteceu. Para piorar, está documentado que os Rolling Stones fizeram a turnê mais lucrativa de 2006 e são a banda mais cara para shows privados da atualidade.

Já Wyman segue lançando livros sobre o ex-grupo e fazendo turnês com a Bill Wyman's Rhythm Kings. Se arrependimento matasse...

Troca-troca de vocalistas

Em 1972 os irmãos Eddie e Alex Van Halen resolveram montar uma banda. Junto com os amigos David Lee Roth e Michael Anthony eles batalharam por mais de uma década até emplacar o sucesso "Jump" nas paradas norte-americanas, em 1984.

Com a crítica e o público ao seu lado, tudo parecia certo para o Van Halen, até que tensões envolvendo problemas - entre eles o ego do atual vocalista - resultaram na saída de Roth.

Pouco tempo depois a banda anunciava a entrada de Sammy Hagar. Milagrosamente o novo integrante conquistou seu espaço e deu uma nova cara para o grupo, fato que agradou os fãs e deu ao Van Halen o Grammy de Best Hard Rock Performance em 1991.

Porém, a idéia de lançar um greatest hits mesclando faixas de Roth com as do novo vocalista desagradou Hagar, que saiu da banda em 1996. Nesse momento o grupo ensaiou um possível retorno com David Lee Roth, mas a coisa não vingou.

Sem seus dois vocalistas, restou a banda recrutar o cantor Gary Cherone, conhecido por seu trabalho no Extreme, e com ele lançar o risível Van Halen III . Uma burrada em dose dupla - que, vale lembrar, rendeu duas reuniões: uma com Hagar (2003¿2005) e outra com Roth (2006 até o presente). Será que uma terceira reunião com Cherone está agendada?

Muito dinheiro por nada

Muitas vezes aquilo que parece ser uma grande idéia torna-se uma enorme burrada. E foi isso o que aconteceu com a Geffen Records , gravadora norte-americana do grupo de hard rock Guns N' Roses.

Empolgada com as vendas da banda, que há dez anos contabilizava a marca de 32 discos de platina, em 1998 a Geffen deixou na conta de Axl Rose US$ 1 milhão para que ele completasse seu quinto álbum, o mítico Chinese Democracy .

Apesar da promessa de entregar-lhe mais US$ 1 milhão assim que o disco fosse finalizado, o vocalista continuou regravando e remixando suas faixas, processo que implicou na perda dos membros originais do grupo e até no debande de novos músicos contratados.

Mesmo não gastando o segundo milhão prometido, a gravadora seguiu cobrindo as despesas de Axl. Em 2001, por exemplo, a produção do disco chegou em US$ 244 mil. Sete anos mais tarde e nada de Chinese Democracy . Dizem por aí que o álbum chega às lojas em 25 de agosto desse ano... você acredita?

Chuvas de latas e garrafas

As três edições brasileiras do Rock in Rio tiveram em comum noites de shows com escalações duvidosas, que de certa forma indicavam um desastre eminente e, mesmo assim, não foram alteradas pela organização.

No primeiro Rock in Rio, de 1985, Erasmo Carlos e Ney Matogrosso foram colocados no mesmo dia em que estavam agendadas as bandas Iron Maiden e Whitesnake. Apesar dos públicos diferentes, nada grave aconteceu - ou ao menos foi documentado.

Na segunda edição do evento, que aconteceu em 1991, o músico Lobão foi jogado aos leões quando escalado para tocar no mesmo palco que Guns N' Roses, Judas Priest, Megadeth e Sepultura, protagonizando o famoso episódio em que interrompeu seu show por causa das latas de cerveja - muitas inclusive com areia dentro - atiradas no palco.

Não contente, a produção do terceiro Rock in Rio repetiu a dose e em 2001 colocou Carlinhos Brown para esquentar o público da noite em que tocaram as bandas Guns N' Roses, Oasis e Papa Roach. O show do músico baiano foi marcado por uma constante chuva de garrafas plásticas, que alcançou seu ápice quando o cantor disse no meio do público que eles podiam jogar o que quiserem, pois como "é da paz" nada o atingiria.

Ficamos aguardando ansiosamente a escalação de shows do quarto Rock in Rio , marcado para 2014. Quem sabe a organização não coloca a cantora Kelly Key na mesma noite que o Metallica.

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