Novo álbum do Metallica é como um par de tênis velhos, diz Lars Ulrich

New York Times |

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Quão bom é o novo álbum do Metallica? Os fãs já sabem que Death Magnetic , o nono disco de estúdio da lendária banda de metal, é um bem-vindo retorno à forma. Uma multidão o adquiriu no lançamento de 12 de setembro, gradualmente levando-o além do status de platina e justificando a resposta crítica estonteante.

Neste ambiente da indústria de gravadoras, essa é uma boa notícia para uma banda de 27 anos que despertou a ira de seus apoiadores mais vezes do que qualquer um se lembra. Mas para o baterista Lars Ulrich, o verdadeiro teste de qualidade do álbum é o nível de conforto das músicas.

Não quero usar as palavras sem esforço, porque algumas delas são complicadas, disse ele por telefone quando estava no jogo de flag de seu filho da quinta série perto de San Francisco. Mas elas soam muito naturais, como se você calçasse um par de tênis velhos ou aquela jaqueta de couro que não é usada há 10 ou 15 anos.

O Metallica praticamente ofendeu os fãs na última década com álbuns que diminuíram o thrash metal que definiu o gênero em favor de excursões por outros gêneros. Death Magnetic , produzido pelo guru de estúdios Rick Rubin, pode não ter os hits poderosos e rápidos de contrabaixo de discos como Ride of Lightning, mas ele pelo menos traz de volta os solos nervosos de Kirk Hammett ¿ e não parece ter medo de transitar em terreno desgastado.

Ulrich está tão confiante com as músicas novas que até ¿ surpresa ¿ está disposto a tocar mais delas em shows. Na turnê St. Anger , acho que tocamos só duas ou três daquele álbum, mas era sempre uma luta, afirmou. A maioria das coisas daquele álbum foi reunida em um computador, mas a maioria das coisas do Death Magnetic foi feita como nos velhos tempos. São só quatro caras tocando e relaxando. Rick Rubin queria mesmo uma abordagem orgânica para o trabalho.

Rubin produziu artistas diversos como Beastie Boys, Neil Diamond e Slayer, e é conhecido pela habilidade de revigorar atos criativamente dormentes. E Ulrich, que conhece o cara há duas décadas, ainda não sabe por que isso acontece. Não sei se é um espelho, uma coisa meio animadora de torcida ou uma dose de confiança, disse. Rick não é um músico nem um cara técnico. Ele não se senta e gira manivelas e aperta botões. Mas quando você se senta para falar sobre sua música, há quase um elemento psicológico ali.

Ulrich reluta em comparar Metallica com outros que Rubin ajudou a dar um ar de vida nova, como Johnny Cash, Diamond ou Tom Petty. Mas ele vê semelhanças na abordagem de Rubin em diferentes artistas. Na nossa banda, tivemos muita necessidade de continuar a sentir que estávamos evoluindo e sempre nos desafiando, mas como resultado vem essa busca e essa caça e essa perseguição a coisas diferentes, afirmou Ulrich. Rick nos controlou sem nos fazer sentir que estávamos nos ameaçando. Ele tem uma forma de levá-lo a pontos em que as coisas não parecem falsas e não parece que você está num retrocesso ou copiando o que já fez antes.

Enquanto a banda continua a primeira turnê pela América do Norte em quatro anos, o círculo completo de confiança do último álbum se traduz em um show que enfatiza o novo álbum ao mesmo tempo em que ainda dá aos fãs o que eles vieram ouvir.

Para o estranhamente extrovertido Ulrich, esse é um pensamento que acalma, especialmente depois de quase três décadas com a banda. Nós levamos paixão às pessoas, e não encaramos isso sem seriedade. Depois de todo esse tempo, extraio as coisas boas das caras feias, das reclamações e da dissecação, pois as pessoas ainda se importam.

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