No palco em São Paulo, Judas Priest faz retrospectiva da carreira

Com abertura do Whitesnake, banda apresentou primeiro de quatro shows no Brasil, em sua turnê de despedida

Augusto Gomes, iG São Paulo |

Uma bela despedida. Essa é uma boa forma de resumir o show que o Judas Priest fez neste sábado na Arena Anhembi, em São Paulo. Afinal, a apresentação faz parte da turnê "Epitaph", que a banda promete ser a última de sua carreira. Como se trata, portanto, de um adeus aos palcos, não surpreendeu que o grupo tenha decidido fazer uma retrospectiva dos pontos altos de seus quase 40 anos de estrada.

No caso do Judas Priest, não é pouca coisa. A banda é uma das grandes responsáveis por injetar ainda mais peso e velocidade no heavy metal, com obras-primas do gênero como "British Steel" e "Painkiller". Canções desses dois álbuns foram alguns dos pontos altos do show deste sábado, o primeiro da turnê "Epitaph" no Brasil.

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A apresentação começou pouco depois das 22h, com uma trinca poderosa: "Rapid Fire" e "Metal Gods", duas canções do disco "British Steel" (1980), e "Heading Out to the Highway", do álbum "Point of Entry" (1981). Enquanto a banda tocava, imagens das capas dos discos apareciam no telão atrás do palco, reforçando o caráter retrospectivo do show.

O repertório foi do primeiro álbum do Judas Priest, "Rocka Rolla" (1976), representado pela raramente tocada "Never Satisfied", até um dos mais recentes, "Angel of Retribution" (2005), representado por "Judas Rising".

Os maiores sucessos, é claro, foram guardados para o final: "Breaking the Law" (essa, cantada pelo público sozinho) e "Painkiller" foram as últimas antes do bis. Na volta, com o vocalista Rob Halford subindo ao palco de moto, o grupo ainda tocou "Electric Eye", "Hell Bent for Leather" e "You've Got Another Thing Comin'".

A banda ainda voltou para um segundo bis. A música escolhida foi outro clássico do disco "British Steel", "Living After Midnight". Neste domingo (11), o Judas Priest repete a dose no Citibank Hall, no Rio de Janeiro. Depois, segue para Belo Horizonte (13/09, Chevrolet Hall) e Brasília (15/09, Ginásio Nilson Nelson). É possível comprar ingressos no site Tickets 4 Fun , pelo telefone 4003-5588 e nos pontos credenciados .

MRossi/Divulgação
David Coverdale: sombra do passado
Nessas três cidades, assim como em São Paulo, o grupo estará acompanhado de outro veterano do rock pesado, o Whitesnake. Assim como aconteceu na passagem pelo Judas Priest pelo Brasil em 2005, a banda é a responsável pelos shows de abertura. Pena que o grupo não está à altura da atração principal.

E nem à altura da história de seu vocalista, David Coverdale. Na apresentação deste sábado, o cantor, uma das vozes mais marcantes da história do hard rock, teve que abusar da ajuda de backing vocals para levar o show até o final. Isso porque a apresentação, de pouco mais de uma hora, ainda teve longos solo de guitarra e bateria.

A banda ainda teve que lutar contra um som baixo (o volume só subiu quando o Judas Priest subiu ao palco), que deixou a performance morna mesmo quando o Whitesnake tocou sucessos como "Love Ain't No Stranger" e "Here I Go Again".

O melhor momento foi guardado para o final: "Burn", música de quando Coverdale era vocalista do Deep Purple (com direito a uma citação de "Stormbringer", da mesma época). A versão esteve longe de ser maravilhosa (o baterista Brian Tichy, especialmente, foi um desastre), mas pelo menos apagou parte da má impressão do resto do show.

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