No disco "MDNA", Madonna exorciza seu divórcio doloroso

Para críticos, 12º álbum confirma a cantora como a Rainha do Pop

AFP |

Pressionada com a chegada de Lady Gaga e Lana del Rey , Madonna confirma que ainda é a "rainha do pop" com o poderoso "MDNA", seu 12º álbum, já elogiado pela crítica, no qual a estrela de 53 anos exorciza seu doloroso divórcio.

O albúm anterior de Madonna foi "Hard Candy", lançado em 2008, um disco de sonoridade bem urbana, mas morno.

Getty Images
Madonna durante o Super Bowl 2012

Desde então novas figuras apareceram para abalar o pequeno mundo pop, saqueando alegremente o legado da "Material Girl": Rihanna com o lado erótico, Lana del Rey com o glamour hollywoodiano e, sobretudo, Lady Gaga com o gosto pela provocação e a capacidade de renovar sua imagem.

No anúncio do lançamento de "MDNA", muitos críticos questionaram: Madonna ainda é capaz de ditar tendência?

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Os sinais iniciais não foram muito reconfortantes: o primeiro single, "Gimme All Your Luvin" , não teve o sucesso esperado e sua apresentação no intervalo do Super Bowl gerou muitas críticas . Até mesmos as fotos promocionais provocaram uma avalanche de comentários sobre a incapacidade da estrela em assumir sua idade.

Veja a transformação física de Madonna

Mas as primeiras críticas de "MDNA" publicadas na imprensa são unânimes. "Madonna ainda é a rainha do pop. Quase 30 anos depois de chegar pela primeira vez ao topo das paradas, mostra, como sempre, como se faz o trabalho", escreveu a revista americana Billboard. "Seu novo álbum mostra às jovens pretendentes que Madonna ainda é uma força a ser reconhecida", destacou o Daily Mirror da Grã-Bretanha.

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Como é habitual, a diva esteve rodeada por colaboradores escolhidos com talento e minúcia. Convidadas a cantar em duas faixas, a estrela prepara como herdeiras duas artistas afiadas: a rapper Nicki Minaj e a provocadora M.I.A.

Na produção apelou para o DJ francês Martin Solveig e a dupla de produtores italianos Benny Benassi e Alle. "MDNA" também marca o retorno - muito esperado, após 12 anos de ausência - do produtor William Orbit, a fonte de sua renovação criativa, em 1998, com o introspectivo "Ray of Light". Essas escolhas refletem a dupla mensagem do disco.

Por um lado, os hinos para os prazeres da vida e da noite ("MDNA" é também um jogo de palavras com MDMA, uma droga popular). Em versão pop ou dance, são bem-sucedidos, mas não uma surpresa. Do outro, um retorno ao divórcio doloroso de Madonna, separada em 2008 do diretor Guy Ritchie.

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É este tema, às vezes tratado com baladas, às vezes com música urbana agressiva, que dá toda a substância de "MDNA".

Nua e crua, a cantora relembra sua dor ("Acorde, ex-mulher / Esta é sua vida"), amargura ("Eu tentei ser sua mulher / Estou reduzida / Eu apaguei a minha luz") e seu desejo de vingança.

"Gang Bang", a música mais impactante do álbum, poderia servir de trilha sonora para um filme de Quentin Tarantino. "Bang bang, eu matei você / Eu atirei na cabeça de meu amante", canta, friamente.

"Há algo de extraordinário sobre a decisão de Madonna de compartilhar sua dor, uma vez que ela compartilhou seu prazer. Sua música sempre defendeu a liberdade contra a opressão, mas pela primeira vez esta opressão é interna", publicou a Rolling Stone.

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"MDNA" é o primeiro álbum da artista pela Interscope, uma filial da Universal.

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