Neil Young - Fork in the Road

Warner Music2009Nota: 7

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Por Augusto Gomes

Neil Young é incansável. Aos 63 anos, continua tão produtivo quanto no início de sua carreira, no final da década de 60. Fork in the Road , seu mais recente trabalho, é o sétimo álbum do cantor e compositor em dez anos.

Dessa vez, Young decidiu gravar um álbum conceitual, em que louva as vantagens dos carros elétricos em relação aos convencionais. Bizarro? Não tanto, desde que não se preste muita atenção nas letras.

Pregações ecológicas à parte, Fork in the Road é um belo álbum de rock. Direto e sujo, na tradição de outros álbuns guitarreiros de Young, como Rust Never Sleeps (1979), Freedom (1989) ou Living with War (2006).

Mas, enquanto esses tinham um tom violento, esse é mais relaxado. Tudo parece ter sido gravado sem maiores preocupações, como se o velho Young estivesse apenas querendo curtir. E falar sobre carros elétricos, é claro.

Essa atmosfera descompromissada é, ao mesmo tempo, o maior atrativo e o maior problema de Fork in the Road . Se Young fosse um pouco mais rigoroso, deixaria pelo menos um terço das faixas do disco de fora e trabalharia um pouco mais.

Assim como a maioria dos discos mais recentes do cantor, esse tem faixas fracas. Aqui, elas não chegam a comprometer, porque o jeitão de gravado em casa dá um charme especial até para as canções menos inspiradas.

E há, é claro, as canções mais inspiradas. Por exemplo, a faixa três, "Just Singing a Song". Nela, Young prova porque é um dos maiores nomes da história do rock.


01. When Worlds Collide
02. Fuel Line
03. Just Singing a Song
04. Johnny Magic
05. Cough Up the Bucks
06. Get Behind the Wheel
07. Off the Road
08. Hit the Road
09. Light a Candle
10. Fork in the Road

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