"Não sei explicar por que não fiz um disco ao vivo antes", diz Stacey Kent

Cantora de jazz americana fala ao iG sobre "Dreamer in Concert", seu primeiro trabalho ao vivo

Augusto Gomes, iG São Paulo |

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A cantora de jazz Stacey Kent
A cantora de jazz Stacey Kent tem uma obra bem variada. Já gravou um disco só de música brasileira ("Brazilian Sketches", 2001) e outro de canções francesas ("Raconte-Moi", 2010), e também tem trabalhos dedicados a composições de Richard Rodgers ("In Love Again", 2002) e ao repertório de Fred Astaire ("Let Yourself Go", 2000). Em seu currículo, só faltava um álbum ao vivo. A lacuna foi preenchida com o lançamento de "Dreamer in Concert", lançado na Europa e América do Norte no final de outubro e que acaba de ganhar edição brasileira.

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"Não sei explicar porque não fiz um disco ao vivo antes. Eu gosto muito de me apresentar ao vivo, mas por algum motivo nunca havia gravado", explicou em entrevista ao iG por telefone direto de Istambul, na Turquia, onde estava para fazer um show. "Duas coisas aconteceram no ano passado que me fizeram tomar essa decisão. Primeiro, meus fãs me pediram. Segundo, percebi que estou com o melhor grupo da minha carreira. Por isso, quis registrar esse momento", afirmou.

As gravações aconteceram durante duas noites no La Cigalle, casa de espetáculos em Paris, na França. "Precisava de um local com uma acústica perfeita", justifica. "Também queria que o show tivesse uma atmosfera íntima mas ao mesmo tempo energética. O La Cigalle tem o tamanho ideal para isso, cabem umas mil pessoas lá", continua. Outra vantagem é a localização. "Eu avisei com bastante antecedência em meu Facebook que o show seria em Paris, para que meus fãs pudessem planejar a viagem para lá", conta. "Tinha gente do mundo inteiro, inclusive do Brasil."

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Capa do álbum "Dreamer in Concert"
Stacey tem uma ligação forte com o Brasil. Começou há vários anos, graças à música de Tom Jobim. Por causa dela, a cantora até aprendeu a falar português. "Já estudo há três anos. Fiz cursos de imersão nos últimos anos", conta. "Dreamer in Concert" inclusive tem uma faixa em português, "O Comboio", composta por seu marido, o saxofonista Jim Thomlinson, em parceria com o poeta Antonio Ladeira. Já clássicos da música brasileira como "Águas de Março", "Corcovado" e "Vivo Sonhando" aparecem em versões em inglês.

Seu objetivo neste primeiro trabalho ao vivo foi misturar canções que nunca havia cantado com outras já presentes em seu repertório, como o standart dos irmãos George e Ira Gershwin "They Can't Take That Away From Me". "Eu queria muito gravar essa música de novo. Sou uma pessoa diferente de quando a cantei pela primeira vez, há alguns anos. A canção mudou também", explica. "Essa música tem um sentimento que muda comigo. Ela está mais intensa agora", finaliza, para depois de definir como uma pessoa (e uma artista) "muito emocional".

A cantora espera voltar ao Brasil em breve para promover seu novo trabalho. Ela já esteve no país em diversas oportunidades, a mais recente delas há pouco mais de um mês. Ela cantou na festa de 80 anos do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, em outubro, ao lado do brasileiro Marcos Valle. "Foi incrível. Sou fã do Marcos Valle e me apresentar ao lado dele foi uma honra", afirma. "Para mim ser convidada e abraçada pelo Brasil é muito bom. Não só na minha vida profissional, mas na pessoal também."

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