MxPx e tudo sobre o segundo dia do Maquinaria Rock Fest

Redação iG Música |

O segundo dia do Maquinaria Rock Fest teve um ar bem mais jovem que o anterior. O público que compareceu ao Espaço das Américas era visivelmente menor que o do primeiro dia (tanto em idade quanto em número).

Onde horas atrás estavam punks com camisetas do Misfits e bandanas ao estilo Suicidal Tendencies, agora havia uma platéia de adolescentes trajando calças apertadas, mochilas e bonés, além de algumas meninas de mãos dadas.

Dessa vez o número de garotas presentes era quase igual ao de rapazes, e tanto o chão quanto os banheiros estavam claramente mais limpos, do início da tarde até o fim do domingo.

Dance of Days

O Dance of Days subiu no palco principal do Maquinaria ainda no início da tarde, quando o Espaço das Américas contabilizava uma platéia pequena de aproximadas 300 pessoas.

Enquanto os curiosos pareciam acanhados, rodeando as imediações do palco, um núcleo de fãs da banda colou no gargarejo e vibrou a cada anúncio de música feito pelo vocalista Nenê Altro.

Durante breves momentos de empolgação alguns jovens se juntaram e ergueram algumas pessoas da platéia, mostrando que apesar de pouco o público se divertiu com a apresentação.

Forgotten Boys

Antes do Forgotten Boys entrar no palco alguns membros da banda Granada comunicaram aos presentes que não tocariam mais devido ao falecimento do avô de um de seus integrantes. Atenciosos, os músicos disseram que desceriam até a pista para conversar com os fãs do grupo.

O clima mudou assim que o Forgotten apareceu e trouxe consigo seu rock de estilo pré-punk, um tipo de som bem diferente das demais apresentados no segundo dia do evento. O quarteto aproveitou a ocasião para testar duas músicas inéditas, que deverão aparecer em seu próximo álbum, chamadas "Sem Razão" e "Quinta-Feira".

O show também foi marcado por algumas pausas causadas pelo vocalista Gustavo Riviera, que ao trocar de guitarra gastava um tempinho afinando o instrumento. Numa dessas paradas o baterista Flávio Cavicholi foi até o microfone e fez seu comentário: "Tá chato aqui, heim?" Ele provavelmente se referia ao baixo número de pessoas na casa.

Com meia hora de show a banda deixou o palco não sem antes receber um sinal de um dos organizadores pedindo para que eles encerrassem a apresentação.

End of an Era

Provavelmente por conta da retirada do Granada o grupo americano End of an Era deixou de ser o último do dia e subiu no palco principal logo no início da noite.

A banda de New Jersey apresentou um rock/pop pesado para o público, e mesmo com o vocalista Jeff Walace pulando no pit de fotógrafos, deitando no chão e correndo de um lado para o outro do palco, o desempenho do End of an Era não conseguiu empolgar a platéia, que ficou estática na maior parte do tempo.

Massacration

E eis que apareceu no palco principal Gil Brother, também conhecido como Away de Petrópolis, e com ele teve início toda uma movimentação para conferir a maior banda de heavy metal do mundo: Massacration.

Após uma introdução calorosa do comediante, os metaleiros surgiram e foram ovacionados pelo público.

Logo após a primeira música o vocalista Detonator revelou-se indignado com o dia em que a banda estava tocando: "Como assim disseram que ontem foi a noite do metal? Se o Massacration toca hoje é porque hoje é a noite do metal!"

Ao contrário de todas as bandas até o momento, o Massacration foi a única que fez todo o público erguer os braços imitando os movimentos de seu cantor. Piada ou não, o grupo ficou com o mérito de ter sido o primeiro a levantar a platéia do Maquinaria neste segundo dia de shows.

Suicide City

O Suicide City optou por uma entrada rápida e sem aviso, transformando um ambiente escuro e até então em silêncio num show der luzes e acordes pesados.

O grupo do guitarrista do Biohazard, Billy Graziadei, impressiona pela movimentação de seus integrantes, que não ficam parados em momento algum do show - exceto o baterista, por motivo óbvios.

Novamente Graziadei pediu em português mais barulho da parte do público, que dessa vez era consideravelmente inferior ao que ele havia visto na noite anterior.

Independente da fraca recepção, a banda fez um dos shows mais animados do segundo dia, muito por conta dos vocais alternados entre o guitarrista com o vocalista Karl Bernholtz e a baixista Jennifer Arroyo. Infelizmente a platéia pareceu não se empolgar muito, reagindo de forma morna até seu término.

MxPx

O MxPx comprovou assim que surgiu no palco que era a banda mais aguardada da noite. Com seu hardcore de pegada pop o grupo animou a noite dos jovens que ali se encontravam especialmente para vê-los.

Mesmo com um número baixo de pessoas, que permitia que qualquer um se aproximasse do palco com facilidade, a banda foi recebida de maneira calorosa e teve seus hits cantados por todos os presentes.

A apresentação foi uma das mais longas do evento e a única com direito a bis, que teve até um cover do The Clash e o baixista Mike Herrera andando de skate no palco.

Um show com muitos hits, uma banda visivelmente animada e muito espaço para dançar, pular e se divertir sem precisar se preocupar em esbarrar em alguém. Quem viu não pode reclamar.

CPM22

O show do CPM22 começou com menos gente na platéia do que o do MxPx, o que deve ter lembrado seus integrantes das apresentações dos primórdios da banda. Mas eles sabiam que seria assim, ou ao menos é o que se entendeu com o agradecimento do vocalista Badauí, que disse ao público que sabia o quão puxado era estar ali na noite de domingo sabendo que teria de acordar cedo no dia seguinte.

O lado bom é que a banda não teve dúvidas quanto ao apreço da platéia, afinal, quem estava ali era realmente fã do hardcore do grupo.

Nesse Espaço das Américas vazio o CPM22 encerrou o primeiro Maquinaria Rock Fest, emendando um sucesso no outro até a chegada da segunda-feira.

Palco 2

O palco secundário do Maquinaria recebeu de início as bandas de rock Corbe e Hevo 84 , que tocaram para um público muito pequeno ainda no início da tarde.

Logo depois foi a vez do Lotus , que conseguiu atrair para o seu show uma boa parte do público que havia acabado de conferir o Dance of Days no palco principal.

Depois foi a vez do Rock Rocket , que com uma pegada rápida conseguiu aproveitar o tempo curto e tocar um número grande de músicas, falando sempre de bebidas e mulheres.

O som ficou mais pesado com as bandas seguintes. Primeiro com a dupla de vocalistas do Envydust , que alternava versos e urros em todas as suas músicas, e depois com o Voiced , que despertou muito mais a curiosidade do público em conhecer seu trabalho do que empolgação.

Logo que o grupo Gloria subiu no palco secundário uma confusão envolvendo o vocalista do Dance of Days, Nenê Altro, sua namorada e mais um rapaz obrigou a segurança do show a retirá-los do local. O problema teria sido causado pelo excesso de álcool, de acordo com um dos seguranças que ajudou a apartar a briga.

Apesar de pequeno, o público chegou a cantar algumas músicas do Gloria e até improvisou um moshpit.

No final a última banda a subir no palco secundário foi a Fake Number , que chegou a tocar uma cover do grupo Paramore em seu curto repertório. E assim acabou a festa dos grupos independentes no Maquinaria Rock Fest.

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