Músico do Police toca tarantela no País e não descarta participação no SWU

Além de participar do show do Notte della Taranta, Stewart Copeland cogita estar no show do Primus

Augusto Gomes, iG São Paulo |

Getty Images
Stewart Copeland
Stewart Copeland fez seu nome como baterista do Police. Ao lado do baixista e vocalista Sting e do guitarrista Andy Summers, ele mudou a cara da música pop entre o final dos anos 1970 e começo dos anos 1980.

Mas a sua carreira não se resume ao trio: Copeland já fez trilhas sonoras para filmes e séries de TV, tocou com artistas como Peter Gabriel e Tom Waits e desenvolveu uma série de experimentos musicais.

É com um desses projetos paralelos que o músico está de volta ao Brasil. Neste sábado (12), ele toca com o grupo italiano Notte della Taranta no Auditório Ibirapuera, em São Paulo. O tipo de música? Canções folclóricas do sul da Itália.

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"Faz quase dez anos que toco com eles todo verão", conta. "É incrível como mesmo na Itália a tarantela é pouco conhecida. Em Milão, por exemplo, ninguém tinha escutado. Eles ficaram malucos quando ouviram."

Segundo ele, vir até o Brasil é "a maior aventura" do grupo. "Esses caras são malucos. Parecem piratas. Acho até que são piratas de verdade", ri.

A banda foi criada em 1998, para tocar no festival Notte della Taranta, na região de Salento, sul da Itália. O baterista começou a tocar com eles em 2003. A música se chama pizzica. Aqui no Brasil, é mais conhecida como tarantela.

Na manhã desta quinta, Copeland deu uma pequena amostra do que tocará no sábado. Ao lado de quatro músicos, ele fez um pocket show na favela de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo. "Foi selvagem", resumiu, ainda entusiasmado. "Tocamos para um grupo de crianças. E o bom das crianças é que elas não ligam se você é famoso ou não. Elas não têm nenhum respeito. E isso é ótimo."

A passagem do músico pelo Brasil ainda deve incluir uma visita ao festival SWU , que acontece de sábado (12) a segunda (14) em Paulínia, no interior de São Paulo. "Talvez aproveite para ver os shows do Peter Gabriel e do Duran Duran, afinal eles são meus amigos", disse. "Mas quem eu mais quero ver é o Primus. O Les Claypool (vocalista e baixista da banda) é um dos músicos mais talentosos que eu conheço."

Leia também: O que esperar dos shows do SWU

O elogio não é por acaso. Copeland e Claypool montaram uma banda juntos em 2000, chamada Oysterhead. "Até hoje fazemos algumas jams juntos. Às vezes chamamos o Neil Peart (baterista do Rush) para tocar com a gente", conta. Perguntado se poderia fazer uma participação especial no show do Primus no SWU, Copeland despistou. "As bandas têm esse costume de me chamar para tocar quando estou na plateia. Quem sabe, não é? Quem sabe..."

O show do Notte della Taranta com Copeland acontece neste sábado no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, no sábado (12), a partir das 21h. Na sexta, no mesmo local e horário, tocam o grupo marroquino B'Net Marrakesch e o rapper brasileiro Criolo. Os ingressos para cada noite custam R$ 20.

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