Muse, Diplo e Gossip agitam 2º dia do Coachella

Faith No More, Girls e Hot Chip também se destacaram no festival na Califórnia

Lúcio Ribeiro, enviado a Indio, Califórnia |

Se o agora saudoso Malcolm McLaren foi o "picareta" do punk nos anos 70, o produtor e DJ americano Diplo está promovendo agora nos anos 00 (+2010) a "grande farsa do funk carioca". Tudo no bom sentido da coisa. Importante por "americanizar" os batidões do funk do Rio (que por sua vez abrasileirou o Miami Sound) e botar o grupo paranaense Bonde do Rolê para fazer turnê mundial por dois anos, Diplo foi um dos destaques do sábado do Coachella Music & Art por fazer todo mundo para dançar "até o chão" no abarrotado show de sua banda Major Lazer, que inventou o ano passado com o DJ e produtor inglês Switch.

O Major Lazer é uma bagunça musical. Tem funk carioca, tecnobrega paraense, hip hop, dancehall e reggae fuleiro. Tudo junto e em alta velocidade. A tenda dance do Coachella pirou durante uma hora, com dezenas de pessoas puxadas da plateia para dançar no palco ao lado de dois leões enormes, desses de parada chinesa.

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Visão do palco no show do Major Lazer: loucura por uma hora em Coachella

Antes e depois do Major Lazer um mundo de sons variados percorreu os cinco palcos do superlotado Coachella, que neste ano teve seus 75 mil ingressos esgotados (some aí 15 mil convidados, artistas e VIPs para ter uma idéia do formigueiro no deserto).

O Gossip da "furona" Beth Ditto, que vai deixar o Brasil esperando até fazer show no país em novembro (se não furar pela terceira vez...), fez a festa da disco punk no Coachella. "Não sei por que em dez anos de banda esta é a primeira vez que tocamos aqui, Coachellaaaaaa", gritava Ditto.

Músicas novas, músicas velhas, Beth Ditto falando sem parar, cantando sem parar, com a ótima banda se virando muito bem nos limites do rock mais sujo e das eletronices mais ácidas. Isso combinado com a voz de diva da Motown de dona Ditto. O Gossip foi intenso.

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"É a primeira vez que tocamos aqui, Coachellaaaaaa", grita Beth Ditto, do Gossip

No palco principal, o grupo inglês Muse experimentou sua surpreendentemente grande popularidade entre os indies americanos. E gostou. Rock independente + música clássica = Muse para as massas.

Outros bons destaques do sábado coachelliano foi o ensolarado show do grupo Girls, só de meninos. A banda de San Francisco, liderada por um ex-loirinho "puro" da famosa seita fanática Children of God, foi bem com seus pequenos hits, seu som da desencanação hippie, até acabar sua apresentação numa barulheira de fazer os caras do Jesus & Mary Chain botar a mão nos ouvidos.

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Christopher Owens e Chet Jr. White, do Girls: barulheira de tapar os ouvidos

E, enquanto Mike Patton gritava no palco principal coisas como "You want it all, but you can't have it" com seu Faith No More, no palco ao lado o volumoso grupo inglês Hot Chip se vestia de banda orgânica para deixar mais "vivo" em um palco o seu excelente som eletrônico. E, depois de errar bastante nos últimos três anos na transposição, o Hot Chip achou o tom certo e fez uma massa enorme de fans "viajar".

O Coachella 2010 será encerrado neste domingo com dois shows especialíssimos: o animado show de desenho animado do Gorillaz e a grande volta do Pavement. Depois contamos como foi.

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