Motörhead anima sábado paulistano com muito rock

Lemmy Kilmister toca hits do mais puro rock n roll em casa lotada

Redação iG Música |

Apesar de ter sido fundado no mesmo período que bandas como o Iron Maiden e os Ramones, pode-se afirmar que o Motörhead na verdade nasceu no backstage dos shows do The Jimi Hendrix Experience.

Foi lá, como roadie do cultuado Jimi Hendrix, que o baixista e vocalista Lemmy Kilmister começou sua carreira no universo do rock, ainda na década de 1960. É difícil dizer, mas é improvável que o jovem Lemmy tivesse imaginado que, 40 anos mais tarde, estaria na ativa como líder de uma das bandas de rock mais queridas do mundo e tocando (novamente) na cidade de São Paulo.

Aos 63 anos de idade e com 19 álbuns nas costas, Lemmy segue com o mesmo estilo que o tornou cult: o pedestal com o microfone alto e apontado para baixo, a roupa preta com as botas extravagantes e a voz rouca que torna reconhecível qualquer música tocada pelo Motörhead.

Apesar da demora, o grupo levantou o público de roqueiros que lotou o Via Funchal nesta noite de sábado assim que entrou no palco. "Nós somos o Motörhead e nós tocamos rock n' roll", disse Lemmy antes de começar a tocar .

Logo no início do show uma pausa ocorreu para que os roadies pudessem colocar nos amplificadores uma faixa arremessada pela plateia com os dizeres "Motörhead is my fuel" (algo como "Motörhead é meu combustível").

Apesar da empolgação, o meio do show foi recebido de maneira mais morna pelo público, em partes por causa do setlist que, até o momento, priorizava músicas mais recentes da banda, como "The Thousand Names Of God" e "Rock Out", ambas do álbum Motorizer .

Não foi a toa que tanto o guitarrista Phil Campbell, quanto o baterista Mikkey Dee, pediram para que o público se animasse fazendo mais barulho. A apresentação começou a realmente pegar fogo quando Lemmy anunciou que tocaria uma música sobre "nós brasileiros".

A canção em questão era "Going To Brazil", música que narra um dos muitos voos que a banda pegou para tocar por essas bandas. Não é segredo que Lemmy nutre muito carinho pelo País, tendo inclusive brasileiros integrando sua equipe técnica.

Depois disso a banda embalou os hits "Killed by Death" e "Bomber", ambos recebidos com muitos gritos dos presentes.

Para o bis o Motörhead reservou três canções especiais: a primeira foi "Whorehouse Blues", tocada de maneira acústica com apenas dois com violões e acompanhada por uma gaita. Depois do breve descanso o grupo tratou de voltar aos instrumentos plugados para saciar os fãs com as clássicas "Ace Of Spades" e "Overkill".

Infelizmente Lemmy não tocou a cultuada "Orgasmatron", mas é improvável que o público tenha se importado. É mais do que certo que muito em breve o Motörhead vai voltar ao Brasil para mais uma série de shows do mais puro rock n' roll.

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