Morte de Raul Seixas completa vinte anos

Qual a sua música favorita do Maluco Beleza?

Redação iG Música |

No dia 21 de agosto de 1989, era encontrado num apartamento na Rua Frei Caneca, em São Paulo, o corpo de Raul Seixas. O cantor baiano tinha apenas 44 anos, e morreu vítima de uma pancreatite, provocada por anos de abuso de álcool. Mesmo após vinte anos de sua morte, o interesse do público pela obra do músico não dá mostras de ter diminuído. Tanto que, até hoje, o grito 'Toca Raul' - meio a deboche, meio a sério - ainda é ouvido por aí.

Raul Seixas cantava rock numa época em que isso era quase uma excentricidade no Brasil. Mas, ao mesmo tempo em que era fã de Elvis Presley, também admirava o baião de Luiz Gonzaga. Sempre foi um artista essencialmente popular, e isso, ao mesmo tempo em que proporcionou uma identificação com o público que continua mesmo após a sua morte, também lhe valeu o desprezo de boa parte da crítica.

O sucesso de público, no entanto, demorou para chegar para o cantor. Seu primeiro álbum, Raulzito e os Panteras (1968), não emplacou. O segundo, Sessão das 10 (gravado em parceria com Sérgio Sampaio, Miriam Batucada e Edy Star), teria sido produzido em segredo. A lenda, nunca oficialmente confirmada, diz que as gravações aconteceram sem o conhecimento da direção da gravadora CBS, onde Raul trabalhava na época.

Foi só com o disco Kring-Ha Bandolo, de 1973, que o cantor foi reconhecido. Nele estão seu primeiro sucesso, "OUro de Tolo", e mais duas músicas que se tornariam clássicos de sua carreira, "Metamorfose Ambulante" e "Mosca na Sopa". Metade das faixas foi escrita em parceria com Paulo Coelho. A parceria entre ele e Raul durou diversos discos, e ainda rendeu sucessos como "Gita" (1974) e "Tente Outra Vez" (1975).

A metade dos anos 1970 é considerada a fase clássica de Raul Seixas. Isso não significa, porém, que tenha sido uma época fácil para ele. Junto com o sucesso, vieram os problemas com a ditadura militar. Teve diversas canções censuradas e, em 1974, chegou a ser preso e torturado pelo Dops (Departamento de Ordem Política e Social). Por causa disso, passou uma temporada nos Estados Unidos.

É dessa época a canção "Gospel", composta em parceria com Paulo Coelho para a trilha sonora da novela "O Rebu". A versão completa da música só foi lançada agora, na esteira dos vinte anos da morte de Raul. Em 1974, a música saiu com cortes impostos pela censura. O áudio original, no entanto, foi guardado pelo produtor Marco Mazzola, que agora a lançou com nova produção e participação de Roberto Frejat.

A canção está no CD 20 Anos sem Raul Seixas, que chega às lojas na semana que vem. O álbum traz algumas raridades, como takes alternativos e versões em inglês de músicas como "Ouro de Tolo" (que virou "Fool's Gold") e "Asa Branca", de Luiz Gonzaga. Junto com o CD, sai também um DVD com o mesmo nome. Trata-se de uma reedição do documentário "Raul Seixas Também É Documento", de 1998, com um extra: o clipe da música "Morning Train".

Mas a grande homenagem a Raul promete ser o filme "O Início, o Fim e o Meio". Trata-se de um documentário dirigido por Walter Carvalho e Evaldo Mocarzel, que já está em fase final de produção e deve chegar aos cinemas em 2010.

Qual sua música preferida de Raul Seixas?
Al Capone

Aluga-se

Como Vovó Já Dizia

O Dia em que a Terra Parou

Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás

Gita

A Maçã

Maluco Beleza

Metamorfose Ambulante

As Minas do Rei Salomão

Mosca na Sopa

Ouro de Tolo

Rock das Aranhas

Rock do Diabo

Sociedade Alternativa

Tente Outra Vez



A consulta é realizada somente entre internautas e não tem valor de amostragem científica

    Leia tudo sobre: raul seixas

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG