Morre aos 52 anos a lenda do jazz Zim Ngqawana

Flautista e saxofonista, músico sul-africano foi vítima de um infarto

EFE |

O músico sul-africano Zim Ngqawana, um dos últimos expoentes do jazz de seu continente, morreu aos 52 anos, informou nesta terça-feira a agência de notícias "Sapa". Flautista e saxofonista, Ngqawana morreu em consequência de um infarto no hospital Charlotte Maxeke, em Johanesburgo, após ser hospitalizado no fim de semana passado.

Ele foi o músico que mais indicações recebeu em um mesmo ano nos Prêmios da Música da África do Sul. Foi também o responsável por dirigir a orquestra "Tambores pela Paz", por ocasião da posse de Nelson Mandela como primeiro presidente democrático da África do Sul, em 1994.

Nascido na cidade litorânea de Port Elizabeth, em 1959, Zim Ngqawana era o caçula de cinco irmãos e começou a tocar flauta aos 21 anos. Estudou na Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, onde teve a oportunidade de aprender com as lendas do jazz Archie Shepp e Yusef Lateef.

O conselheiro de Arte e Cultura da província de Gauteng, Johanesburgo, Lebogang Maile, lamentou a morte de Ngqawana, a quem qualificou de "gênio". "Sua perda deve servir de recordação para as pessoas, especialmente aos jovens, do rico legado musical que possuímos."

O Conselho de Patrimônio Nacional da África do Sul (NHC) afirmou que Ngqawana será recordado por sua contribuição à promoção da música sul-africana e expressou tristeza pela morte prematura do saxofonista. "A África do Sul e o mundo inteiro tinha até grandes expectativas postas nele. Sua história passará a fazer parte do patrimônio musical deste país, por sua excelência e capacidade de inovação", afirmou Sonwabile Mancotywa, diretor do NHC.

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