Moptop lança segundo álbum no Rio e fala sobre crítica e influências

Redação iG Música |

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Para grande parte dos artistas, o segundo álbum carrega a chance ¿ muitas vezes a obrigação ¿ de fincar bandeira. E é assim que vem o grupo carioca Moptop em Como Se Comportar , segundo disco que logo na capa reencena uma famosa fotografia norte-americana da Segunda Guerra.

Como se Comportar chega ao mercado dois anos depois da estréia da banda, chamado apenas Moptop . Disponibilizado em primeira mão na página da banda no MySpace, o disco já está nas lojas do país. Segundo o baterista Mario Mamede, o novo trabalho vem mais limpo e cheio de novidades: Tivemos a oportunidade de passear pelo rock nacional do anos 80, disco, folk, conta, além de destacar as variações de andamento que vão de faixas rápidas às baladas.

Depois de lançar oficialmente o segundo disco em São Paulo, os cariocas do Moptop voltam esta semana à sua cidade natal para a primeira apresentação de Como se Comportar . A banda mostra suas músicas novas no Circo Voador nesta quinta-feira ao lado de uma das revelações do ano, o grupo Do Amor.

Em entrevista, o baterista faz um balanço da trajetória da banda até aqui, fala de crítica e das influências desse segundo trabalho.

Como vocês avaliam a trajetória da banda até aqui?
Mario Mamede: Uma trajetória ascendente. Se existe uma cartilha para se desenvolver um trabalho com uma banda, creio que estamos seguindo cada passo em sua ordem. Seguimos humildemente, comendo pelas beiradas e conquistando nosso espaço.

Uma matéria em um grande jornal carioca diz que o primeiro disco de vocês foi pouco ouvido pelo público. Concordam?
Mario Mamede:
Eu discordo. Pouco vendido talvez, mas tivemos muitos streamings e downloads. Desde a demo temos viajado pelo Brasil e o público mais remoto canta junto durante o show.

Qual a melhor coisa que aconteceu à banda até agora?
Mario Mamede:
Ver os rostos na platéia se divertindo, cantando e surtando. Já vivemos muita coisa que certamente torna essa nossa saga algo para toda a vida, mas nada se compara ao momento em que subimos num palco e essa troca com o público e amigos acontece. Faz tudo valer qualquer sacrifício.

A opção por fazer um disco menos cru e mais pop com Como Se Comportar ganhou muito destaque na imprensa. Por que a opção por limpar um pouco o som?
Mario Mamede:
O Moptop possui muitas faces e nenhum compromisso radical que não seja fazer rock. Desde o primeiro disco fomos, por necessidade do público e da crítica, rotulados por uma cena em particular, porém nossas influências não se limitam ao novo rock e muito menos às cenas internacionais. Nesse disco tivemos a oportunidade de passear pelo rock nacional do anos 80, disco, folk, além de ele possuir uma dinâmica mais limpa diferenciada do primeiro, onde todos tocam toda hora. O novo trabalho aparece com novidades como prometemos: baladas, musicas mais rápidas e em muitos momentos guitarras beeeeeem altas.

Vocês acompanham o que diz a crítica sobre o novo álbum? O que têm achado?
Mario Mamede:
Eu não só acompanho as críticas, mas sou daqueles que pesquisam os blogs especializados e gosto da opinião dos amigos e músicos cujo gosto e cultura musical eu respeito. Desde a feitura do disco sabíamos que esse trabalho seria de certo modo ousado e, até o presente momento, só tenho encontrado boas críticas, na maioria.

A capa reproduz uma imagem icônica do império norte-americano, que no original pode ser interpretada como um símbolo de dominação sobre as outras nações. Por que vocês escolheram reproduzir essa imagem? Não têm medo de se associar aos EUA em um momento de tantas críticas, ainda que seja de forma irônica?
Mario Mamede:
Somos meio como gauleses, só tememos que o céu caia sobre nossa cabeça. Nossa ironia se tornou uma das nossas maiores características, tanto que nesse novo trabalho a maioria das canções flertam com esse lado mais bem humorado. Optamos por seguir o mesmo estilo de capa e linguagem do primeiro disco, uma customização de alguma arte ou foto famosa. O grande ilustrador Benício nos presenteou com a primeira capa e nesse segundo disco nem pensamos em outro nome. Estamos passando por esse momento: ficando nossa bandeira.

Vocês começam agora a turnê do novo disco com várias apresentações. Ter músicas novas para tocar dá um novo animo à banda?
Mario Mamede:
Não só ânimo, mas aquele friozinho na barriga quando inesperadamente o público canta junto as canções que mal foram lançadas.

Serviço:

Moptop - Lançamento Como se Comportar
25 de setembro
Local: Circo Voador (Rua dos Arcos - Lapa)
Ingressos: R$ 30 inteira / R$ 15 meia-entrada

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