Moby mostra suas faces no Brasil

Músico americano revê vários momentos de sua carreira em shows no país

Augusto Gomes, iG São Paulo |

Augusto Gomes
Moby mostra o seu lado mais roqueiro durante show em São Paulo
Moby é um dos artistas mais importantes das últimas duas décadas na música mundial. Nascido Richard Melville Hall (o nome Moby é uma homenagem a Herman Melville, autor de Moby Dick e parente distante do músico) em 1965, ele ficou conhecido nas pistas de dança no início dos anos 90 com hits como "Go" e "Feeling So Real". Em 1999, ultrapassou as fronteiras da música eletrônica com o disco Play e suas mais de 10 milhões de cópias vendidas. De lá para cá, ele fez de tudo um pouco: repetiu a fórmula de Play (18, 2002), flertou com o rock ( Hotel , 2005), voltou para as pistas ( Last Night , 2008) e fez música ambiente ( Wait for Me , 2009).

Reunir tantas facetas diferentes de um artista em um único show é uma tarefa complicada. Mas foi o que Moby tentou fazer em sua turnê pelo Brasil. A série de cinco shows, que terminou neste sábado (24) no Rio de Janeiro, foi uma mistura de tudo que o músico já fez. "É como se fosse um 'greatest hits' da minha carreira", explicou Moby, em entrevista dada ao iG Música entre as apresentações. "Eu sei como é ir a uma performance e ficar chateado porque o artista só toca músicas novas que ninguém conhece. Por isso tento tocar todos os meus sucessos. Gosto de ver as pessoas felizes", explica.

A julgar pela reação do público durante o show em São Paulo, ele atingiu seu objetivo. As músicas mais aplaudidas, é claro, foram as do disco Play , como "Bodyrock", "Porcelain" e "Natural Blues". A diferença é que, no disco, elas tinham um sabor acentuado de blues. No palco, elas ficam mais rock'n'roll e, por isso mesmo, não ficaram estranhas ao lado de covers de Lou Reed ("Walk on the Wild Side") e Led Zeppelin ("Whote Lotta Love", esta com direito a longos solos de guitarra a cargo do próprio Moby). Estranhamente, foram justamente as músicas mais eletrônicas e dançantes que destoaram do conjunto.

Apesar de ter começado como DJ, hoje Moby é um artista de rock clássico, pelo menos no que diz respeito a presença de palco. Já não canta tão timidamente, faz solos de guitarra, corre para todos os lados, e interage com o público o tempo inteiro. O papel de astro do rock só não se encaixa nas músicas que não têm nada de rock. Nelas, Moby coloca-se na frente da bateria e toca bongô, ou então fica nos cantos do palco chamando os gritos do público. Nesses momentos ("Disco Lies" e "The Stars", para citar dois), quem comanda o show são as bases eletrônicas e os poderosos vocais da cantora Joy Malcolm.

Após dessa série de shows no Brasil, o músico segue para mais performances na América do Sul: Chile (27/04), Argentina (29/04) e Colômbia (01/05). Depois disso, em maio, chega às lojas o álbum Wait for Me: Remixes . Como o próprio nome indica, o disco reúne remixes de músicas do mais recente trabalho de Moby. Dois deles foram feitos por artistas brasileiros, o DJ Gui Boratto e a dupla Mixhell, formada por Layma Leyton e Iggor Cavalera, ex-baterista do Sepultura. "Sou um grande fã do Sepultura. Até tentei tocar uma música deles quando estive no Brasil em 2005 (na ocasião, ele arriscou uma cover de 'Roots'), mas não deu muito certo", brinca.

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