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Moby br Last Night

Carlos Augusto Gomes |

Por Carlos Augusto Gomes

Era difícil acreditar que, após o fracasso do álbum Hotel , de 2005, Moby conseguiria um dia se recuperar. Mas não é que o produtor americano lançou um novo disco digno de seus melhores trabalhos? Neste Last Night , ele deixou de lado o mal-sucedido flerte com o rock do álbum anterior e fez uma homenagem à dance music dos anos 80.

O conceito tem uma explicação: Moby quis repetir, em pouco mais de uma hora, suas experiências na noite de Nova York, que ele começou a freqüentar no início dos anos 80. O álbum, portanto, traz influências bem variadas, dos últimos suspiros da disco music setentista e início do hip hop até o som de Ibiza que dominou o final daquela década.

O que dá unidade a tanta coisa diferente é a capacidade de Moby de criar boas canções. Seja nas faixas mais dançantes, que dominam a primeira metade do CD, seja nas mais introspectivas do final, o que não falta em Last Night são as belas - e, mesmo nos momentos mais agitados, melancólicas - melodias típicas de seus melhores trabalhos.

O primeiro single, "Disco Lies", já mostra que é um trabalho bem dançante e cheio de vocais típicos de house music. Seguem a mesma linha as ótimas "257.Zero" e "The Stars", enquanto "I Love To Move In Here" e "Alice" têm mais influências de rap e hip hop. De faixa 11 para o final, o clima muda completamente e as músicas ficam mais lentas. Não é tão bom quanto o restante do disco, mas não chega a estragar.

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