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Mistura de estilos do Muse conquista São Paulo; veja vídeos

Carlos Augusto Gomes |

Eu nunca tive muita simpatia pelo Muse. Pelo pouco que conhecia, a banda me parecia pomposa demais para o meu gosto. Algumas músicas de seu álbum de estúdio mais recente, Black Holes and Revelations (2006), quase mudaram essa opinião. Mas só quase. Por isso, quando foi anunciada uma turnê do trio pelo Brasil, não fiquei lá muito empolgado.

Só decidi ir ao distante HSBC Brasil (antigo Tom Brasil, na Zona Sul de São Paulo) porque muita gente me falou que o grupo é incrível no palco. Um caso clássico de banda que é bem melhor ao vivo do que em estúdio. Um show daqueles para gritar, pular e cantar junto com vontade. E quer saber? Quem falou isso não estava mentindo.

Veja aqui vídeos do show do Muse em São Paulo .

É verdade que a abertura me deixou um pouco preocupado. Pouco depois das 22h20, as luzes se apagaram e o sistema de som disparou um trecho de "A Dança dos Cavaleiros", do compositor russo Sergei Prokofiev. O mesmo tom épico continuou quando o Muse subiu ao palco e abriu a apresentação com "Kights of Cydonia". Estaria eu num show de alguma banda de rock progressivo, no meio dos anos 70?

É que o Muse, apesar de geralmente ser associado ao universo do indie rock, bebe pesado na fonte do progressivo setentista e do metal oitentista - algo parecido ao que o Smashing Pumpkins fazia nos anos 90. Há momentos em que o trio lembra Black Sabbath, outros em que parece o Iron Maiden, há até relances do Rush em algumas horas. Tudo aquilo que o "bom gosto indie" reprova, enfim.

Mas é justamente essa mistura que dá personalidade ao grupo. Depois da pompa e circunstância de "Knights of Cydonia", o show teve músicas para balançar a cabeça ("Hysteria", a segunda da noite), dançar (a ótima "Supermassive Black Hole"), balançar a cabeça de novo (a fantástica "Citizen Erased", um dos grandes momentos da noite) e até para quase chorar (uma arrepiante "Feeling Good").

O ponto alto, na opinião deste mero repórter, foi "Starlight", em que todas essas facetas do Muse conseguiram estar juntas numa mesma música. Também não dá para deixar de lado o grande trabalho do guitarrista (e também vocalista) Matthew Bellamy. Além de criar grandes riffs, ele é um solista impressionante - é só lembrar do que ele fez em "Citizen Erased" e "Plug in Baby".

O Muse encerra sua turnê pelo Brasil neste sábado (02), quando toca no festival Porão do Rock, em Brasília. Veja abaixo o set list do show de São Paulo:

"Knights of Cydonia"
"Hysteria"
"Bliss"
"Map of the Problematique"
"Supermassive Black Hole"
"Butterflies and Hurricanes"
"Citizen Erased"
"Feeling Good"
"Invincible"
"New Born"
"Starlight"
"Time Is Running Out"
"Plug in Baby"

Bis

"Stockholm Syndrome"
"Take a Bow"

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