Publicidade
Publicidade - Super banner
Cultura
enhanced by Google
 

MGMT frustra expectativas e faz show tedioso em São Paulo

Juliana Zambelo |

Acordo Ortográfico

Finalmente em seu último dia na capital paulista a Arena de Eventos do Tim Festival teve casa cheia. O público numeroso e bem variado aproveitou o sábado para conferir o evento e encarou uma apresentação mais do que competente da banda The National e uma performance decepcionante do MGMT.

Veja a galeria de fotos da noite

Como no Rio de Janeiro na noite anterior, os meninos do MGMT fizeram um show de rock progressivo e hard rock. A dupla que ao vivo vira um quinteto com reforço na bateria, no baixo e nos teclados deixou de lado a eletrônica e a psicodelia que marcam seu álbum de estreia e embarcou em longos improvisos entediantes.

O ranço setentista impregnou a arena em timbres e solos de guitarra que cobriam os sintetizadores e caiu como balde de água gelada em quem esperava um show dançante, moderno, com alguma dose de inovação e coerência. E Andrew VanWyngarden e Ben Goldwasser não têm nenhum carisma ou presença de palco, tornando as coisas ainda mais difíceis.

O show foi baseado no primeiro álbum da dupla, Oracular Spectacular. No meio da apresentação, a faixa Electric Feel ¿ um dos hits da banda - levantou o público, mas os dois maiores sucessos ficaram por último. Time to Pretend e Kids vieram enfileirados em versões mais fiéis ao registro em estúdio: pulsantes, excitantes, quase febris. Enfim o público pode ver a banda que queria ver e dançou para comemorar. Mas à parte o final feliz, o MGMT fica como sério concorrente e pior show do festival

Antes deles, o National fez sua apresentação em um clima completamente diferente. Soturno e com um rock elegante cheio das influências certas (Tindersticks, Nick Cave, Joy Division), o grupo se instalou no palco por mais de uma hora com duas guitarras, teclados e violino além de trombone e trompete.

O repertório teve sete faixas tiradas de Boxer, seu álbum mais recente e quarto da carreira. O vocalista Matt Berninger é desengonçado e sua figura esguia e tímida não combina com a voz grave e segura, mas ele se esforça para agir como um frontman enquanto a banda toda se esforça para fazer um show impecável. E faz. Indo do delicado ao grandioso em segundos, eles emocionaram e fizeram dançar na mesma medida.

A noite foi aberta pelo grupo paulistano Cérebro Eletrônico. A banda do homem das mil bandas Tatá Aeroplano tocou para o público que ia chegando e mostrou seu álbum Pareço Moderno.

Leia mais sobre Tim Festival

Leia tudo sobre: mgmtnationaltim festivaltim festival 2008

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG