Mesmo com vocalista doente, Paramore faz show agitado em São Paulo

Caio Henrique Caprioli |

Acordo Ortográfico

Abre, abre, abre. Era isso que, às 20h30, os fãs da banda norte-americana Paramore clamavam na porta do Credicard Hall, em São Paulo. O show, marcado para ter início às 21h30, mostrava grandes indícios de atraso. Paramore, Paramore, Paramore, eram 21h quando a porta foi aberta e, um a um, os fãs corriam pelo hall do local. Instantes depois, já com o lugar lotado, as luzes se apagaram e a pernambucana River Raid subiu ao palco para abrir o espetáculo.

Empolgados pelo grande público, os caras nem notaram o que acontecia em sua frente. Pessoas desmaiando, grade desmontando, meninas saindo carregadas sem blusa e calças rasgadas. Os gritos, agora, não eram de excitação, mas de desespero. Tudo para ver o ídolo. E o Paramore estava perto de chegar.

Quando as luzes finalmente se apagaram e o guitarrista subiu ao palco, a galera foi ao delírio. Pouco a pouco, os integrantes Josh Farro (guitarra), Taylor Hawk (guitarra), Jeremy Davis (baixo) e Zac Farro (bateria) chegaram e, ao fundo, um pano preto estendia em letras brancas o nome da banda: Paramore. Só que tudo realmente começou quando a garota de cabelos coloridos Hayley Williams chegou.

Com Born for This, o público acompanhou em uníssono a vocalista e tecladista, que se mostrava cansada, já que estava doente, como postou logo após o show em seu blog. Estive doente por umas duas semanas, e agora estou com essa tosse esquisita, disse, e também se desculpou pelo show mais curto, que teve apenas 45 minutos. Não importa, ninguém notou. Todo mundo só queria saber de cantar os sucessos da banda que ganhou o VMB 2008 e desbancou artistas como Madonna, Britney e Coldplay.

Agitada, a moça, ainda no primeiro sucesso, tirou o celular do bolso como se fosse atendê-lo, mas deixou-o de canto, para depois, no final do show, tirar uma foto do público brasileiro. A cada São Paulo que a vocalista gritava ¿ foram mais de 30 ¿ a platéia ia ao delírio. Apesar de esbanjar energia, a garota não conversou muito, agradeceu aos fãs pela presença e até parou o show para aplaudir duas pessoas que ficaram de pé em ombros alheios.

Apesar de rotulada de emo, o grupo apresentou músicas bastante agitadas ¿ e outras melosas, é claro. Em um momento, Hayley perguntou se a galera gostaria de vê-la tocar teclado e diminuir um pouco o ritmo do show para tocar When it rains. Os fãs, é claro, se emocionaram. O repertório do show contou com músicas dos dois únicos álbuns do Paramore e uma inédita, Decode, gravada para a trilha de Crepúsculo, filme baseado no livro que recebe o mesmo nome.

Quando o show pareceu terminar, Hayley voltou para o BIS e os primeiros acordes de Misery Business apareceram. A galera foi ao delírio com a música de maior sucesso do grupo. Nesse instante, pareceu que o show iria realmente começar. Pena, estava acabando. O Paramore agradeceu, estendeu a bandeira do Brasil e foi embora, preparando-se para o próximo show no Brasil, hoje, no Rio de Janeiro.

Veja o setlist do show no Credicard Hall:

Born for this
Thats what you get
Here we go again
Whoa
crushcrushcrush
Let the flames begin
When it rains
Emergency
Decode
Pressure
For a pessimist, Im pretty optimistic

Bis: Misery business

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