McCartney homenageia era de ouro da música norte-americana em novo disco

Em Londres, ex-beatle falou sobre "Kisses on the Bottom", que chega às lojas em fevereiro

iG São Paulo com agências |

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Paul McCartney: clássicos da música norte-americana
O novo álbum de Paul McCartney, "Kisses on the Bottom", com lançamento marcado para 7 de fevereiro, leva o ex-beatle à era de ouro de Hollywood e aos standards norte-americanos, evocados em canções clássicas e faixas inéditas.

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Paul faz uma "viagem profundamente pessoal" pelo cancioneiro norte-americano clássico que inspirou McCartney e o parceiro John Lennon nas composições dos Beatles. Segundo ele, músicas como "It's Only a Paper Moon" e "I'm Gonna Sit Right Down and Write Myself a Letter" são autênticas "joias", "muito bem elaboradas" e que, depois, serviram de música de fundo enquanto a dupla compunha seus próprios sucessos.

"Quando crescemos, tínhamos a era do meu pai ou, no caso de John, da mãe dele, que escutávamos, e aí quando fomos escrever canções de rock isso influenciou o rock", disse McCartney a jornalistas em Londres nesta quinta-feira. Ele acrescentou que "Honey Pie", dos Beatles, é uma dessas faixas que "evocam Hollywood".

O ex-beatle disse que teve como inspiradores alguns dos mais famosos atores e cantores do cinema norte-americano, como Frank Sinatra, Dean Martin e especialmente Fred Astaire, cujo estilo e voz foram uma referência para McCartney ao longo da carreira.

"Kisses on the Bottom" possui 14 canções tradicionais que o pai de Paul costumava tocar no piano e que ele escutava sentado sobre o carpete de sua casa em Liverpool. O disco, cuja capa é uma foto de McCartney tirada por sua filha Mary, contém ainda duas faixas compostas pelo músico, "My Valentine" e "Only Our Hearts".

Ele disse que "há muito tempo" desejava gravar esse álbum, primeiro com os Beatles, depois individualmente, mas que se viu obrigado a adiar o projeto depois que os cantores britânicos Robbie Williams e Rod Stewart lançaram trabalhos com clássicos das big bands. McCartney disse que não queria passar a impressão de estar "pegando o bonde".

Para Paul, uma boa canção pop deve ter muitas coisas, mas principalmente deve ser como um móvel. "Tem que estar tecnicamente estruturada, como uma peça de móvel, bem feito, depois tem que ter significado, tem que ter uma boa melodia, uma melodia memorável, que possa ser assobiada no chuveiro. Isto é importante."

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Foto tirada pela filha de Paul, Mary, que deu origem à capa de "Kisses on the Bottom"
McCartney contou com a colaboração do produtor Tommy LiPuma e da premiada cantora de jazz Diana Krall para gravar "Kisses on the Bottom" em Londres, em Nova York e no famoso estúdio da Capitol Records, em Los Angeles. Ele escolheu clássicos como "More I Cannot Wish You", do musical "Guys and Dolls", e uma lenta versão de "Bye Bye Blackbird".

Outras colaborações no álbum são do lendário Stevie Wonder, em "Only Our Hearts", tributo à música das décadas de 1930 e 40; e de Eric Clapton, em "My Valentine", uma das músicas favoritas de McCartney no álbum, na verdade uma carta de amor à sua nova esposa, Nancy Shevell.

Com 69 anos, McCartney não pensa em aposentar-se porque a música é sua paixão e acredita que se aborreceria se deixasse de trabalhar. "Adoro o que faço, esse é o grande segredo. O que vou fazer? Sentar-me diante da televisão?", comentou o músico, que recomendou aos aposentados de sua idade "sexo e drogas" para manter-se em forma.

* com Reuters e EFE

Ouça abaixo "My Valentine":

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