Max Viana faz álbum romântico sem ser repetitivo

“Um quadro de nós dois” é o terceiro CD da carreira do filho de Djavan

Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro |

É um trabalho enxuto, numa época em que os CDs são repensados e, por isso mesmo, reduzidos a poucas faixas. Onze músicas compõem “Um quadro de nós dois”, lançado pela Biscoito Fino, terceiro CD da carreira de Max Viana, que vem a ser filho de Djavan . Em entrevista ao iG , ele comenta que não pensou em seguir tendências de trabalhos “menores” (como o do Chico que só tem nove músicas). Mas tentou apresentar algo com início, meio e fim.

Pensando dessa forma, o início é com a música que dá nome ao CD. Segue com “Caso perdido”. O meio é marcado por “Vidas paralelas”, parceria com o compositor uruguaio Rodrigo Vicente, que Max conheceu em uma turnê que fez com o pai pela América Latina. Seria a mais animadinha do disco, se não fosse a presença de “O melhor vai começar”.

Reprodução
Capa do novo CD de Max Viana
O desfecho é ao ritmo de samba, composto com Arlindo Cruz, “É hora de fazer verão”, com uma única participação especial, a de Alcione - que para Max é a “melhor cantora do Brasil”.

Monotemático

“Tu e o dom” e “O samba que eu guardei” poderiam perfeitamente estar no repertório de algum trabalho recente do seu pai. Mas nada que fique à sombra dele.

A maioria das letras é assinada por Max em parceria com nomes como Dudu Falcão, Arlindo Cruz, Rodrigo Vicente, Jorge Vercillo, Jay Vaquer e Lula Queiroga. Todas falam de amor. É este o assunto que permeia o CD - do início ao fim. São diversas formas de amor aqui apresentadas. O abandonado, o triste, o realizado, o platônico... “Itinerário” (sujeito que luta pelo amor da amada), “O melhor vai começar” (aqui o amor está estabelecido), “Quero ver você olhar pro céu” (na linha do “foi eterno enquanto durou”. Triste, mas conformado).

Destaque para “O que é que você quer de mim”, que tem uma boa letra, construída a partir de frases que desencadeiam em uma poesia quase visual. Max, também produtor, faz um álbum romântico e monotemático, longe de ser repetitivo.


    Leia tudo sobre: djavanmax vianacd "um quadro de nós dois"

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG