Mart'nália: "Djavan vai ser o meu patrão"

Cantora faz show no Central Park, em Nova York, e fala sobre novo disco de inéditas

Luciana Franca, enviada especial a Nova York |

Ismar Ingber/Divulgação
Mart'nália passeia pelo Central Park antes de show no encerramento de festival de cinema
“Não falei que um dia você iria tocar no Central Park? Te falei isso em 2004”, relembra o aposentado nova-iorquino Lewis Reines logo depois de Mart’nália posar para fotos no mais famoso parque do mundo. “Ele é um fã que virou amigo. Foi no meu primeiro show aqui em Nova York e depois em muitos outros também no Brasil. Ele me divulga”, explica a cantora, horas antes de subir ao palco do projeto Summer Stage no domingo (19) à tarde. A apresentação da sambista no coração de Manhattan também era parte da festa de encerramento do 9° Cine Fest Petrobras Brasil, que reuniu cerca de cinco mil pessoas.

Mart’nália comemorava a oportunidade de se apresentar no Central Park e o sol que brilhava na cidade naquela tarde. Fã de praia e calor, a carioca brincou que se fosse inverno não aceitaria o convite de tocar em Nova York. “Pô, aí eu iria perguntar: ‘Não tem outro em Recife, não?’”, diverte-se a cantora. Sem gravar um disco de inéditas desde 2008, Mart’nália conta que seu novo trabalho deve sair até o final do ano e que terá Djavan como “patrão”.

iG: É a primeira vez que se apresenta em Nova York?
Mart’nália: Não, é a quarta vez. A primeira vez foi no Carnegie Hall ao lado de Caetano Veloso e do pessoal do Afroreggae no comecinho da minha carreira.

Ismar Ingber/Divulgação
Mart'Nália garante: "Não estou com pressa"
iG: Mas tocar no Central Park tem um significado diferente dos outros shows no exterior?
Mart’nália: Claro que sim, ainda mais no calor! (risos) Já fiz shows legais em Berlim, na China, na África do Sul, mas estar aqui para fazer a festa de encerramento de um festival de cinema brasileiro é muito bom.

iG: Você não lança um disco de inéditas desde “Madrugada”, de 2008. Quando vem o próximo?
Mart’nália: Já faz um tempo que eu não faço um CD. Em 2009, transformei o “Madrugada” em “Ao Vivo em África”, que foi gravado em Moçambique e Angola. Mas também não estou em turnê, não faço turnê. Fiz show na África, depois voltei para o Rio, vim para Nova York e volto para casa. Vou para Paris e depois volto para Madureira. Não gosto de ficar muito longe de casa, da praia. Quanto ao disco, vai ser tudo novo.

iG: Em “Madrugada”, você deixou de fora composições inéditas de Marisa Monte e Adriana Calcanhotto porque disse na época que as tinha perdido. Essas músicas estarão no próximo CD?
Mart’nália: Eu já toco essas músicas, mas não cheguei a gravar. Talvez eu regrave uma música que a Calcanhotto fez para mim, “Vai Saber”. Ela e a Marisa gravaram. Ficaram lindas com elas, cada uma de seu jeito. Música a gente não perde. Pedi para a Adriana fazer a música e não fui buscar.

iG: Vai repetir algumas parcerias no novo trabalho?
Mart’nália: Sim, Paulinho Moska, Zélia Duncan e algumas novas com o Djavan, que vai tomar conta do meu disco. Ele vai ser o meu patrão, vai dirigir como a Maria Bethânia fez comigo. Ele já tinha me ajudado, me dado uma música, “Celeuma”, para um DVD antigo. A gente está se namorando há muito tempo.

iG: Mas você já está em estúdio? Qual é a previsão para lançar o disco?
Mart’nália: Estou no tempo dele. Sai este ano, se Deus quiser, mas eu não estou com essa pressa toda. Não tenho o compromisso de fazer este ano, até o comecinho de 2012 sai. É só eu entrar em estúdio e fazer.

* A jornalista viajou a convite do 9° Cine Fest Petrobras Brasil

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