Marky Ramone inicia turnê brasileira

Ex-baterista do Ramones mantém legado da banda com cinco shows no país

Agência Estado |

Divulgação
Marky Ramone em foto da turnê "Blitzkrieg"
Marky Ramone, 54 anos, ex-baterista do Ramones, uma das maiores bandas de punk de todos os tempos, está de volta ao Brasil. Dessa vez, ele retorna ao País para fazer um show feito sob medida para os fãs. Com Michale Graves, ex-vocalista do Misfits, no vocal, a atual banda de Ramone tem, ainda, Alex Kane (guitarra) e Clare B (baixo), mas estes dois não vieram para a turnê sul-americana e foram substituídos por Tukan (guitarra) e Niño (baixo), ambos da banda punk argentina Los Violadores. Na apresentação de hoje, eles tocarão 32 músicas do Ramones, numa turnê batizada com o sugestivo nome de Blitzkrieg, título da mais famosa música do grupo, aquela dos versos "Hey, ho. Let’s Go!".

Em entrevista ao Jornal da Tarde, Ramone e Graves falaram sobre a responsabilidade de manter o legado do Ramones. Antes, o baterista pediu café, sem açúcar, e elogiou o churrasco brasileiro. "Adoro a comida daqui", disse. Ele é um dos Ramones que por mais vezes veio ao Brasil. Ao todo, já esteve no País em mais de 20 ocasiões, marca da qual se orgulha. "Venho ao Brasil desde a década de 80, no auge da crise econômica brasileira. Portanto, nunca vim em busca de altos cachês, e sim para me divertir", disse.

O baterista entrou para o Ramones em 1978, substituindo Tommy Ramone e ficou na banda até 1983, quando foi substituído por Richie. O motivo da saída da banda foi o fato de Marky Ramone estar viciado em álcool. Quatro anos depois, ele voltou para o grupo, após se recuperar do alcoolismo, e permaneceu até o fim da banda, em 1996. "Tenho uma relação muito próxima com os fãs brasileiros".

No show de hoje, eles irão tocar também a nova música do grupo escrita por Graves e intitulada "When We Were Angels". "O show vai ser uma porrada. Como sempre fazemos", prometeu Ramone. "Michale é um ótimo vocalista e sempre foi fã do Ramones. A nossa música o influenciou", contou o baterista. Graves, por sua vez, falou da honra de tocar ao lado de um legítimo Ramone. "É um privilégio ser capaz de acompanhar Markye ajudar a manter vivo o legado da banda. Cresci ouvindo o som deles. É a chance de mostrar minha performance", declarou.

A relação de Marky Ramone com o Brasil é tão intensa que ele já lançou dois discos gravados ao vivo com bandas brasileiras. O primeiro foi o disco "Éramos Quatro", com o Raimundos, em 2001, e o segundo com o Tequila Baby, em 2006, batizado de "Tequila Baby & Marky Ramone Ao Vivo". "Eles me convidaram pra tocar, e eu aceitei. Sabia que eles eram fãs dos Ramones. Eu estava apenas retribuindo o carinho deles", disse.

Dos quatro integrantes originais, três morreram: Joey (2001), Dee Dee (2002) e Johnny (2004). Ficou apenas o primeiro baterista, Tommy, que acabou virando produtor do Ramones, quando Marky Ramone entrou para a banda. Depois de Marky, também fizeram parte do Ramones outros três integrantes: Richie (1983 a 1987) e Elvis (que tocou apenas duas vezes no grupo), ambos na bateria, e C.J., que entrou no lugar de Dee Dee, no baixo, em 1989, e ficou até o término da banda.

Além da apresentação de hoje, Marky Ramone discotecará na Lions Nightclub na próxima terça-feira (dia 9). Depois de tocar em São Paulo, Marky Ramone e sua banda se apresentarão em Goiânia, Brasília, Fortaleza e Natal.

Serviço – Marky Ramone Blitzkrieg em São Paulo . Quarta-feira (03), às 22h, no Carioca Club (Rua Cardeal Arcoverde, 2899). Preço: De R$ 50 a R$ 80. Tel.: (11) 3813-8598.

    Leia tudo sobre: marky ramoneramonesmisfitsblitzkrieg

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG