Marina Lima agita o Viradão Carioca na zona sul

Cantora faz show no Palco Móvel do Viradão carioca

Fred Leal, especial para o Último Segundo |

A zona sul começou sua participação na Virada Cultural com a estreia do Palco Móvel na Praia do Leme. Luiza Possi foi a primeira a se apresentar, às 21h, seguida por Marina Lima, que subiu ao palco às 23h30, meia hora além do programado - prática que já começa a se espalhar pelos palcos da cidade.

O Palco Móvel nada mais é que um caminhão adaptado pra palquinho fixo - diferente de trios elétricos, onde o palco fica no alto. Mas o fato em nada atrapalhou os shows, muito pelo contrário: um dos grandes acertos do Viradão Carioca que já podemos perceber nessa primeira noite é a proximidade entre artistas e platéia.

E Marina já chegou com torcida a favor e jogo ganho. O público era principalmente formado por locais do Leme e Copacabana, pequeno o suficiente pra qualquer um chegar na grade que separa plateia e palco em questão de segundos - mas volumoso o suficiente para tomar a pracinha no pontal do Leme. O lugar, inclusive, é um dos mais belos cenários escolhidos para esse Viradão.

Após um começo de show morno, com duas músicas desconhecidas do público, Marina tomou as rédeas e avisou ao técnico de som: "eu tô achando o som baixo, se vira". Emendou com um de seus maiores sucessos, "Pra Começar". Daí em diante seguiu um desfile de hits, incluindo covers como "Ainda é Cedo", da Legião Urbana, e "Beija-Flor", da Timbalada.

Ainda teve tempo de espetar a TV Globo (muito sutilmente, é verdade) ao contar a história de que o próprio Rei sugeriu que ela cantasse "Como Dois e Dois" em sua participação na gravação do DVD especial de 50 anos de carreira de Roberto Carlos, "apesar de não estar na Globo".

Marina também aproveitou para se identificar com o público, contando que já morou no Leme. Depois anunciou que tinha uma hora de show programado, "e depois a gente vai ver". Entre as canções que apresentou, destaca-se "Virgem", com arranjo econômico e soturno na medida certa.

Mas a verdade é que a voz de Marina já perdeu a força, e em alguns momentos é possível sentir a intensidade do esforço para manter a melodia minimamente arrumada. Mesmo quando falava ao microfone, sua voz esvanecia. Claro que esses detalhes não importaram para o público, premiado com uma sexta-feira diferente, bem na esquina de casa e de frente pro mar.

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