Maria Gadú canta pela primeira vez em Nova York

Em entrevista ao iG, cantora diz que não sente o peso do sucesso

Valmir Moratelli, enviado a Nova York |

Foi apenas uma participação especial no show dos Paralamas do Sucesso, no Central Park, mas já dá para afirmar que Maria Gadú conquistou o público americano. No sábado (12), para um público de quase dez mil pessoas que foram conferir o encerramento do o “Cine Fest Petrobras Brasil – NY”, Gadú cantou as mesmas músicas que a fizeram se tornar, no Brasil, uma das revelações da MPB nos últimos meses. Coisa que ela enxerga de outra forma. “Não sou uma revelação, não. Tenho sorte de fazer parte de uma geração que é uma revelação. Temos Roberta Sá, PlayMobile, Luiza Possi, tanta gente bacana”, disse ela ao iG , momentos antes de subir ao palco.

Gadú, na verdade, se chama Maira Aygadoux Correa e tem 23 anos. "Mas ninguém falava certo meu sobrenome", diverte-se ela.

Leia, a seguir, a entrevista na qual a cantora fala até da irritação que sente ao ser questionada sobre seu envolvimento com Luiza Possi. “Tenho um carinho amoroso por todos os meus amigos. Mas não sei por que resolveram pegar no pé da Luiza. Ela é só minha amiga, repito isso”, afirma.

Divulgação
"Estou animada com esta fase internacional", afirma a cantora Maria Gadú (foto: Mariana Vianna)

Está nervosa com a estréia em Nova York?
Já me apresentei em Miami, mas nada que se compare a esta cidade aqui. Claro que estou nervosa. Passei o dia todo sem falar nada, para guardar a voz.

Por que usa tanto cordão por baixo do pescoço? É superstição?
Que nada, são presentes que os amigos vão me dando. Não acredito muito nestas coisas. Acredito em boas amizades. São pautas, santinhos, escapulários que vou juntando. O carinho protege.

Tem diferença cantar fora do país?
Não sinto diferenciação do público, sendo bem sincera. Mês que vem vou cantar em Madri e Portugal, estou animada com esta fase internacional. Assinamos com a Sony/Som Livre, vamos com tudo.

Você foi apontada como uma das boas revelações musicais nos últimos meses da MPB. Este tipo de elogio é um fardo ou um incentivo?
Não sou uma revelação, não. Tenho sorte de fazer parte de uma geração que é uma revelação. Temos Roberta Sá, PlayMobile, Luiza Possi, tanta gente bacana

Como passou o dia dos namorados?
Hoje foi dia dos namorados? Sabe que sou péssima pra datas! Esqueço até quando é meu aniversário. Na escola, os amigos é que me lembravam que era a minha data. Não fiz nada demais...

Muito se comenta sobre uma possível relação entre você e a Luiza Possi. O que há de verdade nisso?
Tenho um carinho amoroso por todos os meus amigos. Mas não sei por que resolveram pegar no pé da Luiza. Ela é só minha amiga, repito isso. Dou selinho em todo mundo. As pessoas é que se encasquetaram com a Luiza.

Isso te irrita?
Esse lance de invasão é muito ruim. Mas é aquilo... O ser humano gosta de falar. E virtude é um problema.

Ainda usa cuecas?
Adoro usar cueca (risos). Hoje estou com uma tipo ‘boxe’, acho confortável. Calcinha não dá, é muito ruim. Sutiã, uso às vezes. Depende muito, também.

O que tem feito de bom por Nova York?
Fui a uma loja de brinquedos, acredita (risos)? Comprei vários jogos ‘lego’, sou fã. Amo montar isso. Passei o dia todo lá na loja escolhendo vários modelos. Gosto também de dar um rolé pela cidade, me perder pelas avenidas cheias de número. Nunca entendo esta lógica americana, mas acho o máximo.


    Leia tudo sobre: maria gadúfestivalnova york

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG