Manuscritos de canções de Lennon são expostos nos EUA

Entre os itens da mostra "John Lennon, Songwriter" estão os manuscritos originais de "Imagine" e "Beautiful Boy"

EFE |

Divulgação
John Lennon (1940-1980)
Os manuscritos originais de canções como "Imagine" e "Beautiful Boy" lembram o talento criativo de John Lennon em uma exposição que presta homenagem ao artista britânico por ocasião de seu 70º aniversário de seu nascimento. A mostra "John Lennon, Songwriter" abre as portas nesta segunda-feira, 4 de outubro, no Museu Grammy de Los Angeles, depois de uma solenidade privada de inauguração que teve como convidada especial Yoko Ono, viúva do ex-beatle que cedeu parte de sua coleção pessoal para a realização deste evento.

"É uma tentativa de explorar os mistérios do gênio de John Lennon como autor, de onde vêm suas canções, como as escrevia e quais eram suas influências", explicou o diretor-executivo do museu, Robert Santelli. Os artigos retratam Lennon como um músico pouco disciplinado, que compunha só quando estava inspirado, sem importar o momento ou o lugar, o que Yoko confirma em entrevista que faz parte da exposição. Um exemplo desta espontaneidade criativa é a primeira versão da letra de "Imagine", que foi anotada em uma pequena folha de papel de um hotel nova-iorquino em 1971, e que é a peça mais significativa da mostra que contém cerca de 150 objetos.

"Era um homem que tinha necessidade de fazer música, não acho que ele tivesse existido sem música, precisava dela para espantar seus demônios e colocar suas emoções para fora", comentou Santelli. Entre os textos originais de Lennon que podem ser vistos na exposição estão canções como "Beautiful Boy" (1980), que dedicou a seu filho, e outras como "God" (1970), "Working Class Hero" (1970) e "Gimme Some Truth" (1971).

A coleção de objetos inclui guitarras do artista, como sua Fender Telecaster, o troféu do prêmio Grammy de Melhor álbum do ano que ganhou em 1981 por seu disco "Double Fantasy", assim como fotografias, desenhos, vídeos e algumas roupas usadas durante sua carreira. "Com a exposição queremos lançar algumas ideias e talvez repensar as coisas que sabemos sobre Lennon e, por que não, aprender algo novo sobre quem completaria 70 anos - ele nasceu em 9 de outubro de 1940 - e 30 de sua trágica morte - faleceu em 8 de dezembro de 1980", declarou Santelli.

Fiel ao espírito interativo, o Museu Grammy criou uma mostra cheia de conteúdo audiovisual na qual os visitantes poderão, inclusive, assumir o comando da mesa de gravação dos anos 60 reconstruída para a ocasião e misturar com sua voz conhecidas temas de Lennon. Em homenagem, ao espírito sonhador do artista, foi instalado um grande mastro de guitarra onde os fãs poderão colocar suas reflexões.

"Queremos que os visitantes deixem por escrito o que desejariam para esse novo mundo: menos violência, menos preconceitos.... A primeira a fazê-lo será Yoko Ono no domingo. Depois vamos escolher os melhores e em 8 de dezembro, dia de sua morte, exporemos os que melhor refletem o que teria escrito Lennon se estivesse aqui", disse Santelli. A mostra "John Lennon, Songwriter" poderá ser vista no Museu Grammy até o fim de março de 2011.

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