Mais alegre e com público jovem, Superchunk retorna ao Brasil

Banda norte-americana é um dos destaques da Virada Paulista; leia entrevista ao iG

Tiago Agostini, iG São Paulo |

Divulgação
A banda americana Superchunk
Diversão é a palavra de ordem na nova turnê da banda norte-americana Superchunk. Após nove anos de hiato, eles lançaram o álbum "Majesty Shredding" no ano passado e vêm para São Paulo neste final de semana para dois shows na Virada Paulista. "Nos conhecemos melhor agora. Antes o Superchunk era nosso emprego, hoje somos apenas amigos curtindo tocar juntos", explica o guitarrista Jim Wilbur em entrevista ao iG .

Wilbur afirma que a decisão de ficar anos sem lançar discos foi consciente, mas sem nenhum drama. "Estávamos cansados de gravar e sair em turnê todos os anos durante uma década", relembra. "Here's to Shutting Up", de 2001, foi lançado na semana do 11 de setembro, e o abatimento das plateias nos Estados Unidos ajudou na decisão.

"Todo mundo estava muito triste. Decidimos tirar um tempo para cuidar de nossas vidas", diz. Enquanto o baterista Jon Wuster se focava em sua carreira como humorista, Wilbur foi trabalhar em um sebo de livros na cidade natal da banda, Chapel Hill, na Carolina do Norte. O guitarrista Mac McCaughan e a baixista Laura Ballance continuaram tocando sua gravadora, a Merge Records, casa do Arcade Fire, Dinosaur Jr. e Spoon, entre outras importantes bandas do cenário independente.

O tempo longe dos estúdios não foi necessariamente um afastamento do palco também ("tocávamos regularmente", lembra Wilbur), mas, ao sair de novo em turnê, a banda se espantou com algumas coisa. "Tocamos para plateias maiores do que nos anos 90. O ambiente está mais positivo", analisa. O público, segundo o guitarrista, é bastante variado. "Há muitos jovens, que podem comprar menos discos hoje em dia, mas parecem querer ver mais shows ao vivo", teoriza.

Formado em 1989, o Superchunk é um dos veteranos do indie rock americano. Uma das características marcantes da banda foi nunca ter assinado contrato com uma grande gravadora - tanto que eles criaram a sua própria. "Nunca nos ofereceram nada que já não tivéssemos", explica Wilbur. "E também não gostamos de pessoas nos dizendo o que fazer." Com este espírito, o guitarrista evita dar informações concretas sobre um novo disco da banda. "Há a possibilidade de gravarmos, mas é difícil de dizer. Estamos felizes hoje. Quem sabe em cinco anos?"

Esta será a terceira passagem da banda pelo Brasil. "Estamos ansiosos para saber como as coisas estão no país. O público sempre foi sensacional", disse Wilbur. Para os shows da Virada Paulista ele promete uma retrspectiva da carreira com, claro, material novo. "Estamos fazendo shows mais longos que antigamente, mas com a mesma energia", garante. "Não somos artistas torturados. O rock é algo poderoso, deve ser divertido. Ele te faz sentir bem."

Superchunk na Virada Paulista

Mogi das Cruzes
Domingo, à 0h
Palco externo na av. Cívica
Entrada gratuita

Sorocaba
Domingo,à 17h
Palco externo no Parque das Águas do Abaeté
Entrada gratuita

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