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Madonna BR Hard Candy

Katia Abreu |

Por Katia Abreu

Provavelmente, foi uma decisão comercialmente acertada chamar alguns dos produtores mais baladados das paradas para trabalhar com Madonna em seu 11º álbum. Mas da eterna diva do pop é natural que esperemos mais do que isso.

Camaleoa que é, mesmo mantendo a vibe clubber de seu disco anterior, Madonna deveria surpreender em Hard Candy . E o mesmo deviam fazer seus produtores: Pharrell Williams, responsável por bons discos de Britney Spears e Gwen Stefani; e Timbaland e Justin Timberlake, cuja parceria nos rendeu um dos melhores discos da década, FutureSex/LoveSounds . Mas o resultado desse encontro de gigantes soa homogêneo demais.

É dançante e agradável, mas falta o brilho que se espera de uma estrela como Madonna. O clima geral do disco é aquela mescla de dance music com r&b, que causou frenesi no começo do século, mas que hoje já se tornou ultrapassada e clichê. "Shes not me" e "Dance Tonight" saem um pouco disso, com uma atmosfera de discoteca dos anos 70, e se destacam; assim como "Beat goes on", com participação do rapper Kayne West, que traz grooves mais negros. Já "Spanish Lesson" não faz sentido algum, com uma letra desconexa, e fica como uma tentativa mal sucedida de trazer latinidade pro álbum (coisa que até seria boa idéia).

Em "Voices", boa faixa produzida por Nate "Danja" Hills, que encerra o álbum, um vocal robótico pergunta: "Who is the master? Who is the slave?". A ver se Madonna responde a esta dúvida, que paira por todo Hard Candy , em seu próximo disco. Cercada de produtores com idéias mais frescas e inovadoras, talvez o resultado seja melhor e essa resposta venha mais fácil.

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