Madonna fala sobre busca espiritual pela Cabala

Madonna confidencia ter tido o sentimento de que alguma coisa estava faltando em sua vida

AFP |

A rainha do pop, Madonna, contou nesta sexta-feira como está sendo sua busca espiritual através da Cabala, a grande corrente mística do judaísmo, em um artigo publicado por um jornal israelense de grande tiragem, antes de iniciar sua turnê em setembro em Israel.

Madonna confidencia ter tido o sentimento de que alguma coisa estava faltando em sua vida, no auge de sua carreira artística.

"Estava grávida de minha filha, há 14 anos, e me dei conta de que pensava somente em mim e que, de repente, eu era responsável por um outro ser", indicou ao jornal Yediot Aharonot.

"Eu fui educada na tradição católica e meu pai era muito crente, mas eu não encontrava resposta em casa para as dúvidas que eu tinha sobre o sentido da vida e por que os homens sofrem", continuou.

Esta busca espiritual a levou a estudar ioga, budismo, taoísmo, a obra da Arte da Guerra (tratado chinês do século XVI), do sânscrito, do gótico, para terminar na Cabala que, segundo ela, respondia às suas questões existenciais.

Madonna adotou o nome hebraico de Esther em 2004, ano em que participou de um retiro místico de alguns dias dedicados à Cabala em Israel.

Mas, do ponto de vista do judaico ortodoxo, seu caminho é quase sacrilégio.

Ela não se converteu ao judaísmo e, mesmo que tivesse se convertido, a tradição negaria a ela o direito de estudar a Cabala, que é permitido apenas aos homens casados com mais de 40 anos e que tenham estudado durante anos o Talmud (a base da legislação religiosa do judaísmo).

A Cabala, cujo principal texto, o Livro do Zohar ("Esplendor", em hebraico) foi redigido durante o século XIII na Espanha, tem a reputação de fazer a pessoa ficar desorientada se não tiver uma formação mais sólida anterior.

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