Macy Gray e Tinariwen se apresentam na 1ª noite do Back2Black

Festival que homenageia a cultura negra reuniu quase quatro mil pessoas na Estação Leopoldina, no Rio de Janeiro

Luisa Girão, iG Rio de Janeiro |

A cantora Macy Gray foi a grande atração do primeiro dia do festival Back2Black, nessa sexta-feira (26), na Estação Leopoldina, no Centro do Rio de Janeiro. Em aproximadamente 1h20 de apresentação, a americana evidenciou que a sua escola musical tem um pé fincado na black music dos anos 60 e 70 e tocou um repertório dançante, que foi aprovada pelo público presente.

Com um vestido longo, sandálias e um buá de plumas rosas, Macy subiu ao palco para cantar sucessos como “Sexual Revolution” e “Sweet Revolution. Com a sua voz característica, meio rouca, a cantora não poupou elogios a plateia. “Dizem que o público brasileiro é o que grita mais alto e que as pessoas mais sensuais. Eu concordo”, disse ela, que começou o show com uma hora de atraso.

O repertório é baseado na turnê do seu mais recente trabalho “The Sellout” (2010). Os pontos altos da apresentação foram o cover de “Creep”, do Radiohead, e “I Try”, single do seu primeiro CD On How Life Is (1999). As duas canções, que foram tocadas pela banda com uma pegada soul, foram cantadas em coro pela plateia.

Quem também se apresentou no palco principal do festival foi o grupo Tinariwen, composto por tuaregues (grupo étnico de nômades do Saara). A curiosidade do público era grande, afinal era a primeira vez que a banda se apresentava no Brasil. Às 23h20, com quase 50 minutos de atraso, os músicos entraram no palco com os tagelmusts, os turbantes de um tecido fino em tons de azul. Veste típica do grupo étnico.

Em uma hora de show, o Tinariwen apresentou suas letras de protesto – não compreendidas por quase todos, já que as músicas são compostas na língua berbere. Algumas pareciam mantras. O público ficou empolgado com o show e muitos tentaram improvisar uma dança do ventre. Foram tocadas 12 canções, sem o famoso bis já que havia um atraso de uma hora no cronograma do festival. Essa decisão desagradou a plateia que vaiou por alguns minutos os assistentes de palco que retiravam os instrumentos da banda tuaregue.

Antes da apresentação do grupo, a cantora portuguesa Ana Moura deu inicio à primeira noite do festival com um repertório baseado no fado. O público se animou com a participação de Gilberto Gil, que cantou com ela as músicas "Fado tropical", "A novidade", "Sou filha das ervas" e “Sítio do Picapau Amarelo”.

Durante o primeiro dia do Back2Black também houve apresentações das bandas Tono, Nicolas Krassik e Cordestinos – no Palco Compacto Petrobras – e um debate com o tema “Democratização, Não Violência e Mídias Sociais”. Com mediação de Alexandre Lucas Coelho, a afegã Jamila Raqib, diretora do Instituto Albert Einstein, e o ativista egípcio Wael Ghonim – por vídeo conferência - falou sobres os recentes movimentos de democratização nos países do norte da África. Vale ressaltar a cenografia da Estação Leopoldina, assinada pelos Os Gêmios.

O Festival Back2Black continua nesse sábado (27) e domingo (28). No sábado, os destaques do evento são Jorge Ben e Chaka Khan e, no domingo, Aloe Blacc e Seu Jorge. O evento ainda deveria ter a presença de Prince , mas o cantor cancelou sua participação sem dar maiores explicações. Os shows serão transmitidos ao vivo pelo site Oi Acontece , das 18h até a 1h.

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