Luciana Oliveira lança disco em São Paulo

Integrante do Natiruts, cantora homenageia mar na estreia da carreira solo

Agência Estado |

Divulgação
Luciana Oliveira em O Verde do Mar
O mar lembra música, e a música lembra o mar. Inúmeras canções na bossa nova, na MPB, no rock e no samba mostram que a relação entre o balanço das ondas e os compositores sempre foi próxima. A brasiliense Luciana Oliveira foi tocada por essa proximidade ainda na infância. Desde quando consegue se lembrar, a cantora e compositora de 33 anos viajava anualmente com os pais cariocas para o Rio de Janeiro. A cantora, backing vocal do Natiruts, lança seu primeiro disco solo, com o sugestivo nome O Verde do Mar . Hoje, ela faz a primeira apresentação deste álbum na sala Crisantempo, em São Paulo.

Tão forte é a relação dessa brasiliense com o oceano que as três músicas compostas por ela para o CD o têm como temática. Em "Rainha das Águas", Luciana tenta desvendar os segredos das águas. "Ondas do mar que me contam os seus medos/ Ondas do mar que me contam os segredos". Tudo ao som de um belo dedilhado de João Ferreira e percussão de Lander Mota. O baixo acústico de Oswaldo Amorim sustenta o peso necessário para a canção, que soa triste e melancólica. Outra composição de Luciana mostra sua forte ligação com a música afro-brasileira, iniciada quando cursava Artes Cênicas na Universidade de Brasília, em 2000.

Lá, ela teve contato com maracatus e afro-sambas, estilos pelos quais se apaixonou. "Foi uma identificação natural. Primeiro porque sou negra e todas as tradições que remetem à chegada dos negros no Brasil me interessam. Gosto de saber como essa cultura foi difundida", conta Luciana. "Tudo está na música, na cultura brasileira". Foi também em Brasília que ela conheceu a obra da sambista Clementina de Jesus e da cantora Clara Nunes. "Comecei a buscar e pesquisar mais. Estudei samba de roda, música do recôncavo baiano". Essas referências aparecem no disco, ligadas ao samba ou ao afoxé.

Mas nos palcos, a cultura africana vai ganhar ainda mais evidência. No repertório, além das faixas do CD, Luciana irá se aventurar por músicas africanas. Entre elas, "Vazulina", do cabo-verdiano Pantera. "Ouço muito canções de países como Cabo Verde, Mali e Nigéria", explica a artista. A cantora confessa, ainda, ser fã de Michael Jackson - e promete fazer ao vivo uma releitura do Rei do Pop. A escolhida foi "Wanna Be Starting Something", primeira faixa do emblemático disco Thriller , de 1982.

Show de Luciana Oliveira em São Paulo – Sala Crisantempo (Rua Fidalga, 521, Vila Madalena). Telefone: (011) 3814-2850. Hoje, às 21h. Preço: R$ 30.

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