Lô Borges lança CD "Horizonte Vertical" em show em SP

Novo disco é resultado do esforço do músico mineiro em voltar a compor

AE |

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Lô Borges
A vontade de voltar a compor fez Lô Borges sossegar um pouco e cair menos na estrada. Mas não bastou só encurtar a agenda de shows, para ter mais tempo disponível para ficar em casa. Lô criou toda uma rotina, de acordar às 9h e já às 10h começar a pensar em melodias, arranjos e instrumentos para as canções que estavam por vir.

Esse processo de retomada do compositor começou a ser concretizado em 2003, no disco "Um Dia e Meio", continuou em "Bhanda" (2006) e "Harmonia" (2009), e se reafirma agora em "Horizonte Vertical". Com patrocínio da Natura, seu novo disco terá show de lançamento hoje e amanhã no Sesc Pompeia.

De certa forma, o nascimento de seu filho Luca, em 1998, foi responsável por Lô, então pai pela primeira vez e aos 40 anos e poucos de idade, desejar ver ampliada a sua obra autoral. Isso acabou induzindo-o a fazer uma avaliação da própria carreira.

Percebeu que tivera um período frutífero a partir do Clube da Esquina, importante movimento musical nascido em Minas Gerais, que culminou nos discos "Clube da Esquina" 1 e 2, na década de 70. Sem contar no belo álbum "Lô Borges", de 1972, conhecido também como o "disco do tênis", numa referência à capa do vinil.

Mas também se deu conta de que, na década de 90, só lançou um álbum de inéditas, "Meu Filme" (1996). "Olhei para o passado e vi que eu tinha feito coisas bacanas, mas percebi que estava muito na estrada e, nesse tempo, tinha feito poucas composições", diz Lô. Consagrado no século 20, o músico mineiro achou que estava na hora de deixar seu legado também no século 21 - por que não, para a geração do seu filho. Daí, nasceu sua discografia dos anos 2000, da qual faz parte "Horizonte Vertical".

Compositor de música - e isso desde os tempos de Clube da Esquina -, Lô se cercou, mais de uma vez, de um time de parceiros letristas, incluindo os habitués Ronaldo Bastos, Samuel Rosa, do Skank, e o irmão Márcio Borges, e novos agregados, como a escritora e musicista Patrícia Maês, que, segundo Lô, trouxe "frescor" ao trabalho.

Amigos por muito tempo, Patrícia e o compositor passaram a namorar no meio do processo de feitura desse disco. A convivência fez com que Patrícia acompanhasse tudo de perto. "Ela ouviu várias canções e começou a mostrar letras para elas", conta Lô.

Veja letras de Lô Borges no Vagalume

Outra presença feminina em seu novo álbum é a também mineira Fernanda Takai, do Pato Fu, que faz participação especial em faixas como "Quem Me Chama" (de Lô e Márcio Borges) e "On Venus" (de Lô e Ronaldo Bastos), cantada em inglês. "Em algumas canções, senti necessidade de uma voz feminina."

A quase confraria mineira é completada ainda por Milton Nascimento, o Bituca, fazendo voz e violão na música autorreferência "Mantra Bituca" (de Lô).

No show em São Paulo, o repertório vai intercalar canções de "Horizonte Vertical" e músicas de um passado que tanto orgulha Lô. As faixas terão como elo o compositor. "Quando toco as canções antigas e as novas, parece que todas foram feitas no mesmo ano."

Lô Borges - Lançamento do CD "Horizonte Vertical". Hoje e amanhã, às 21h. Sesc Pompeia (Rua Clélia, 93, Pompeia). Tel. (011) 3871-7700. Ingressos: R$ 20, R$ 10 e R$ 5. Duração: 80 minutos.

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