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Lenny Kravitz BR It¿s Time For A Love Revolution

Katia Abreu |

Por Katia Abreu

Lenny Kravitz já foi taxado de o novo Hendrix e de o novo Marvin Gaye e com isso recebeu reconhecimento por sua obra, colecionand prêmios e boas vendagens de seus discos. Fez shows lotados por todo o mundo, ganhou muito dinheiro, teve todas as belas mulheres que quis. Mas, em algum momento desses quase vinte anos no show bussiness, ele se perdeu. Seu último disco, Baptism (2004), foi a gota dágua e, o próprio Lenny admite, fez com que parasse para pensar em para onde estava indo.

Its Time For A Love Revolution , lançado agora, é produto dessa reflexão. E é um belo recomeço na carreira do artista. Não só por ter alcançado a quarta posição no ranking da Billboard, mas por nos trazer de volta aquele Lenny Kravitz que ama, na mesma medida, o rock psicodélico, a soul music e o pop romântico.

Menos sensual, mais espirtualizado, ele propõe uma revolução pelo amor. É um álbum sincero. É Lenny Kravitz soando como ele mesmo, talvez pela primeira vez em sua carreira. Inclusive nos exageros rômanticos (e tantos pianos dispensáveis) de baladas um tanto insosas como a escolhida para single, Ill be waiting.

Soa melhor quando recupera o espírito hippie libertário dos anos 70, sem largar mão da agressividade de riffs de guitarra na tradição de Led Zeppelin e Hendrix que marcaram sua carreira nos anos 90, como em Love Revolution, Bring it On ou Love Love Love. Ou quando retoma sua paixão pela música negra de raíz no balanço soul de Dancin Til Dawn e na levada jazzy de Confused.

Neste tempo de guerras fragmentadas e inimigos invisíveis que vivemos Its Time For A Love Revolution , mesmo com alguns deslizes, é bom e necessário.

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