Lauryn Hill divide fãs em show em São Paulo

Cantora interpreta seus maiores sucessos em versões diferentes das gravadas

Daniel Marcusso |

Agência Estado
Lauryn Hill em São Paulo: versões diferentes de clássicos dividem a opinião dos fãs da cantora
Quando fez seus primeiros shows no Brasil em 2007, Lauryn Hill deixou a grande maioria de seus fãs contrariados. Foram mais de três horas de espera para assistir a uma cantora de voz e ritmo únicos, mas que, no palco, ganharam nova roupagem e performance.

Passados três anos, Lauryn está de volta ao país, onde fez shows em Florianópolis, no Rio e nessa terça-feira fria e chuvosa, feriado de 7 de setembro, em São Paulo. Bem diferente dos cerca de 4 mil espectadores que ela reuniu nas duas apresentações que fez em São Paulo pouco mais de três anos arás, tanto na área vip como na pista normal e camarotes havia espaço suficiente para assistir ao show com muita comodidade. E mais uma vez Lauryn cantou para uma grande maioria de “fãs” que ainda não entenderam que a cantora que gravou o premiado The Miseducation of Lauryn Hill , já não é mais a mesma. Há muito tempo.

Combateu o atraso com muita categoria. Depois da banda Red, formada por uma turma de brasileiros que tocam hip-hop, colocou no palco um DJ de sua trupe, Rampage, que desencadeou uma sucessão de hits para que quem estava ali, no aguardo de Ms Lauryn, já fosse entrando no clima da apresentação da cantora. Hits de Kanye West, Snoop Dogg, M.I.A., com a participação dos músicos da banda que foram chegando ao palco aos poucos e tomando seus lugares. Ainda assim, não fizeram o suficiente para o público, que ensaiou uma porção de vaias, em vez de dançar e de divertir.

Eis que ela chega então ao palco, ligada nos 220 volts. Fica difícil reconhecer que nos primeiros 30 minutos de show propriamente dito ela cantou os sucessos "Lost Ones", "Hurts So Bad", "Ex Factor" e "Zion". Porque é isso o que ela faz agora: pega as músicas que a tornaram em uma das melhores cantoras da música mundial e joga numa centrífuga onde o hip-hop, o soul, o funk, o pop e o rock se fundem. O resultado é extasiante para quem está ali com os ouvidos dispostos. E frustrante para quem achava – ainda – que ouviria a versão das músicas gravadas como nos discos. Importante incluir aqui que as condições sonoras da casa de espetáculos não ajudaram em nada: som estourado, abafado nos microfones e emboldo nos instrumentos.

Lá para o fim do show, quando foi cantar seu provável hit máximo, da época em que ainda era uma das componentes do Fugees, "Killing Me Softly", regravação de Roberta Flack, fez uma versão totalmente nova, que deixou o público sem reação. “Ta legal, pessoal, sei que vocês não reconheceram. Vamos à versão old school, então”, avisou, antes de fazer o clássico na versão clássica.

Durante o show, os destaques foram para as canções "How Many Mics", "Fu-Gee-La" e "Ready Or Not", todas do Fugees, em versões eletrizantes, porque o mais do mesmo não é com ela. E dessa vez teve até momento mais calmo, na versão do The Flamingo’s de "I Only Have Eyes For You", em que a voz impecável de Lauryn Hill arrepiou até os menos animados com a apresentação, encerrada com seu maior hit em carreira solo, "Doo Wop".

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