Lançando o terceiro álbum, NX Zero tem planos de carreira internacional

Camila Sayuri |

A agenda dos cinco rapazes do NX Zero ficou ainda mais corrida e cronometrada. Desde o lançamento oficial do disco Agora , no último dia 8 de Julho, eles seguem uma rotina de entrevistas, visitas a rádios e a programas de televisão para divulgar seu terceiro álbum, o segundo produzido pela gravadora Arsenal. O grupo, que se tornou a banda de rock brasileiro mais famosa do momento, carrega a responsabilidade de manter o sucesso obtido com o CD NX Zero.

Apesar da prova de fogo, a banda parece não se preocupar. Foi a rápida aceitação do primeiro single do novo álbum, Cedo ou Tarde, que deu confiança aos rapazes.  "Tinha aquela pressão de ou vai ou racha. Estávamos nervosos na hora de lançar [o Agora ], mas com o sucesso de Cedo ou Tarde nos tranqüilizamos", afirma o vocalista Diego Ferrero, o Di. Os cinco integrantes do NX - Di, Gee, Fi, Caco e Daniel - conversaram com o iG no estúdio Midas, na zona norte da capital paulista.

Veja aqui a entrevista com o NX Zero em vídeo .

Segundo eles, Agora foi ensaiado e gravado em menos de um mês, em meio à correria da última turnê.  "Deu aquela insegurança, mas a gente falou: vamos lá fazer. Ficamos em casa ensaiando, vendo como eram as músicas, pensando em arranjo, afirma o baixista Conrado Grandino, o Caco.  Segundo ele, o resultado do trabalho eles viam fazendo, gravando como se fosse a última versão. Acho que por isso gostamos tanto de fazer esse CD", afirma Caco.

Diferente dos dois anteriores, o novo álbum traz músicas pesadas e baladas com violinos e piano. São 14 novas canções e uma regravação de Apenas mais uma de amor do Lulu Santos. Mesclando gêneros musicais, conta com participações do rapper Túlio Dek, nas canções "Bem ou Mal" e "Agora", e das ex-integrantes do Rouge, Aline e Karen, que fazem backing vocal em "Cartas para você".

"A gente não tem preconceito musical. Gostamos de vários estilos nada a ver com o NX Zero. Respeitamos bandas sertanejas, de samba de raiz. Cito só esses dois porque são bem diferentes do nosso", afirma Di. Segundo o vocalista, a própria banda já sofreu muito preconceito de pessoas que não aceitavam a nova geração de músicos de rock. Entre as experiências musicais, o NX Zero já tocou com a cantora de axé Cláudia Leitte, de reggae Armandinho, de samba Dudu Nobre, para citar alguns. "Acho que temos que aproveitar os estilos. É importante, porque temos muita coisa boa no Brasil. Juntar as diferenças é o que toca.", concorda o baterista Daniel Weksler, o Dani.

Os cinco integrantes, no entanto, negam que o som do novo álbum tenha adquirido uma batida mais pop rock, por ter menos riffs de guitarra. "A essência da banda é a mesma, tanto é que tem sons mais pesados e sons mais leves. Tem um pouco dos dois extremos.A única coisa de pop é que agora tem mais gente que conhece o CD, mas é o mesmo NX Zero de sempre", contesta Di.

Fama

Com idades entre 21 e 23 anos, os jovens pararam de freqüentar diversos lugares com o assédio crescente. Questionados sobre o que gostariam de fazer se fossem anônimos por um dia, Dani é o primeiro a falar. Eu queria ir na galeria do Rock. Tem coisas legais. É difícil ir lá, afirma o baterista. Queria ir para escola meu, fazer o que eu sempre fazia. Comer uns lanchinhos, conversar com meus amigos das antigas, dormir no sofá. Coisas de gente normal, diz Di, o mais assediado do grupo. 

Mesmo sentindo saudades de fazer atividades de gente normal, nenhum deles pensa na possibilidade da banda um dia acabar. Eu acho que isso é uma coisa que nem temos que pensar. Não tem resposta. Pensamos no máximo em um futuro próximo., afirma Di. A gente tem um pacto também. Se um dia acabar, montamos uma banda fora do Brasil, mas com os cinco juntos., complementa Caco.

E os planos para o futuro? "Pretendo estar em uma mansão com umas garotas", brinca Di. Depois, logo volta a falar sério. "Daqui a dez anos, a gente vai querer ter uma carreira não só no Brasil, mas em outros países também, com mais uns CDs, que nem serão mais CDs", conta sorrindo. Sobre a carreira internacional, eles estão deixando rolar. Tem aparecido umas oportunidades e a gente quer agarrar, reforça Di

Daqui a dez anos, eu quero poder dormir na segunda-feira de manhã, só na segunda, completa brincando o guitarrista Fi Ricardo.

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