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Ladytron BR Velocifero

Katia Abreu |

Por Katia Abreu

Em seu quarto disco, o Ladytron aprofunda sua pesquisa de sonoridades sombrias e timbres ásperos. Amparados pela produção de Alessandro Cortini (colaborador do Nine Inch Nails) e Vicarius Bliss (do Justice) conseguem uma boa mistura das habituais atmosferas escuras pelas quais passeiam desde sua estréia, em 1998, com um inegável apelo pop, que tornam suas canções um prato cheio para DJs climáticos.

Não há muita novidade em relação aos trabalhos anteriores do quarteto multinacional (formado por dois ingleses, um chinês e uma búlgara). A sofisticação e a elegância se mantiveram, bem como dualidade entre a suavidade doce de Helena Marnie e a tensão grave de Mira Aroya. Nas canções esse jogo de opostos aparece bem. Há espaço para eletrônica industrial, em Predict The Day, e para um pop a la Stereolab, em Kletva. Climas noturnos, parcialmente iluminados, atingem seus melhores momentos no disco em Ghosts e Season of Ilusions.

O pop futurista do Ladytron chega ao século XXI como uma espécie de trilha sonora para ficção científica apocalíptica. Suas texturas geladas deixam apenas pequenas brechas para que um pouco de sol entre na música. Vocais e batidas algo robóticos servem bem a esta proposta. Mas um pouco mais de humanismo e luz não lhes faria mal. Apesar de haver sim beleza em Velocifero , ela aparece arrastada sob os escombros de uma idéia de mundo dominado por máquinas, que já devia ter sido superada.

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